Sociedade

Fizz. Graça Proença de Carvalho ouvida hoje

Filha de conhecido advogado chamada para esclarecer detalhes de crédito concedido a ex-procurador

A filha do advogado Daniel Proença de Carvalho vai ser ouvida hoje no caso Fizz, em que o ex-procurador Orlando Figueira é suspeito de ter recebido luvas de Manuel Vicente para arquivar inquéritos que tinha em mãos e que visavam o ex-vice-presidente angolano.

Gestora do Banco Privado Atlântico (BPA), Graça Proença de Carvalho deu a sua assinatura num empréstimo de 130 mil euros concedido ao antigo magistrado do Departamento Central de Investigação e Ação Penal - dinheiro que a investigação acredita ser parte dos subornos (total de 760 mil euros).

A gestora já teve para ser ouvida antes, mas por compromissos pessoais não conseguiu comparecer no tribunal.

Tanto Orlando Figueira como o arguido Paulo Blanco têm defendido que a investigação foi mal conduzida e que foi Carlos Silva, presidente do BPA, quem convidou o antigo-magistrado e não Manuel Vicente. A esse propósito, Figueira defende que o seu objetivo era rumar a Angola para trabalhar no compliance do banco, mas que depois tudo foi falhando.

De acordo com a tese do ex-procurador, quando tudo falhou Carlos Silva aconselhou-o através de uma outra pessoa a falar com Daniel Proença de Carvalho. O conhecido advogado terá mesmo tido intervenção no fim do contrato entre Orlando Figueira e a empresa Primagest, com quem assinou contrato, ao invés do banco. Segundo a acusação, esta sociedade pertence à Sonangol, mas a defesa garante que está ligada ao banqueiro angolano Carlos Silva.

O dia de ontem foi dedicado a mais testemunhas arroladas por Orlando Figueira, que passaram a imagem de um procurador sério e célere.