Economia

Páscoa. Evite gastos extra nas férias

A maioria dos portugueses está a pensar em gozar este período de descanso no país, mas há quem opte por ir para fora. A média de gastos previstos para estas férias ronda os 421 euros, mas dispara para quase 750 euros para quem pretende sair de Portugal

Para muitos, Páscoa é significado de férias. A escolha pode recair em Portugal ou no estrangeiro, tudo depende do orçamento familiar de cada um. Mas independentemente da decisão, qualquer das opções representa gastos extra para os portugueses, nomeadamente com o alojamento, refeições ou deslocações.

De acordo com o estudo Observador Cetelem Páscoa, este ano, os consumidores portugueses estão a pensar em gastar, em média, 421 euros neste período de férias pascais. No entanto, a perspetiva de gastos dos portugueses que pretendem passar férias em Portugal é menor, 326 euros em média, que a dos que têm intenção de as passar no estrangeiro, que é de 746 euros.

Segundo o mesmo estudo, dos 47% de portugueses que vão passar férias na Páscoa, cerca de metade (52%) planeiam gastar no máximo 500 euros durante a Semana Santa. Já 16% consideram que este valor é baixo para as despesas que planeiam vir a ter no período de férias e esperam gastar entre 501 a mil euros. Existem ainda 7% dos inquiridos que indicam poder despender acima desse valor.

Segundo Pedro Camarinha, diretor de distribuição do Cetelem, “as férias da Páscoa levam, muitas vezes, a que os consumidores tenham gastos adicionais, mesmo que o período de descanso seja tendencialmente inferior ao que é gozado no decorrer do verão. A disparidade de valores estimados para gastos nas férias da Páscoa entre pessoas que passam férias no estrangeiro ou em Portugal é evidente e habitual, tendo em conta que uma deslocação para fora do país é geralmente dispendiosa em comparação com uma viagem no perímetro nacional”.

Escolha recai em Portugal Embora o valor gasto seja bastante diferente, o destino do dinheiro é semelhante entre os que saem e os que permanecem em Portugal. O estudo aponta para que, em média, 54% do valor total gasto nas férias da Páscoa fora do país seja destinado à estadia, incluindo alojamento e refeições. Os restantes 28% terão como fim a deslocação, nomeadamente transportes, combustível ou portagens. Para aqueles que vão permanecer em território nacional, os valores não divergem grandemente – 53% dos gastos destinam-se à estadia e 27% aos custos de viagem e deslocação.

Segundo o estudo do Observador Cetelem, a grande maioria dos inquiridos que vão passar férias na Páscoa admitem que preferem gozar estes dias nas cidades. O certo é que, nesta altura, a hipótese da praia está afastada pois, além da cidade, 31% escolheram o campo e o interior para descansar. Ainda assim, 24% dos portugueses vão aproveitar os últimos dias de março em busca dos primeiros raios de sol, na esperança de iniciar a sua época balnear. Só 6% indicam a neve como destino turístico. As terras altas em Portugal ou alguns resorts de neve europeus deverão ser vistos como opções para todos os que mencionaram preferir destinos mais frios. Por fim, e entre aqueles que vão passar férias na Páscoa, apenas 1% ficarão por casa.

“Nesta Páscoa, os portugueses parecem querer partir à descoberta do nosso país. Muitos optam por visitar uma cidade e outros tantos por ficarem no campo, provavelmente nas regiões onde têm familiares e amigos. Ainda assim, um número significativo de cidadãos, cerca de um quarto, aproveitará este período para se dirigir a zonas balneares, em busca dos primeiros indícios de bom tempo da primavera. Um número mais reduzido irá visitar uma cidade europeia”, revela o responsável.

Quanto às regiões favoritas dos portugueses para aproveitar o descanso nas férias da Páscoa, destaca-se o norte do país, com 16% das escolhas, seguido do sul, com 11%. A região Centro é a opção escolhida para 10% dos portugueses e apenas 2% dos inquiridos optam pelas ilhas da Madeira e dos Açores para passar as férias da Páscoa em 2018.

Aposta no estrangeiro Apesar de serem uma minoria, ainda há 8% dos portugueses que planeiam passar o período de férias da Páscoa fora do país. Entre estes, a Europa é o destino preferido, preferencialmente países europeus vizinhos como Espanha ou França, sendo residual o número de inquiridos que aproveitará este período para viajar para fora da Europa. Aliás, segundo um outro estudo, realizado pela momondo.pt, os destinos de Páscoa preferidos dos portugueses estão 9% mais caros em 2018. Nos últimos três anos, as preferências dos portugueses mantiveram-se inalteradas. Londres, Paris e Amesterdão ocupam regularmente o topo das preferências. Nas tendências de destinos de viagem na Páscoa, este ano, Budapeste é o destino mais em voga: foi a cidade que observou o maior aumento de pesquisas de voos, logo seguida por Paris.

Para estes portugueses, a ideia de subscrever um seguro de viagem pode parecer tentadora. Mas nem sempre é a melhor opção, uma vez que, na maioria dos casos, está a duplicar coberturas (ver coluna ao lado). Por norma, só compensa subscrever este tipo de produtos se partir para destinos exóticos sem pacote turístico; caso contrário, representa uma despesa desnecessária.

 

Ficha técnica: O Observador Cetelem Páscoa 2018 tem por base uma amostra representativa de 600 indivíduos residentes em Portugal continental, de ambos os géneros e com idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos. Estes foram entrevistados telefonicamente, com informação recolhida por intermédio de um questionário estruturado de perguntas fechadas. O trabalho de campo foi realizado pela empresa de estudos de mercado Nielsen e tem um erro máximo de +4,0 para um intervalo de confiança de 95%.