Sociedade

Militares portugueses atacados na República Centro-Africana

Os atacantes bloquearam o trajeto da patrulha militar com carros, ao mesmo tempo que abriram fogo.

Enquanto percorriam as ruas do distrito de Bangui, capital da República Centro-Africana, militares portugueses em patrulha foram subitamente atacados "com tiros de armas ligeiras por elementos de um grupo armado", segundo um comunicado do Estado-Maior das Forças Armadas. 

Os atacantes bloquearam o trajeto da patrulha militar com carros, ao mesmo tempo que abriram fogo. Os militares portugueses pediram reforços, sendo de "imediato enviados para o local elementos portugueses que estavam constituídos como força de reação rápida", nomeadamente elementos paraquedistas.

O confronto armado durou cerca de quatro horas, entre as 19h10 e as 23 horas locais, quando o grupo atacante foi obrigado a abandonar o local.

Não se registou nenhuma baixa de ambos os lados do confronto. O grupo armado atacante utilizou como escudos humanos mulheres e crianças, o que dificultou as operações dos militares portugueses. Em resposta, os militares fizeram "fogo controlado" e "largaram gás lacrimogéneo".

Os 159 militares portugueses destacados no país integram a Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização da República Centro-Africana (MINUSCA). Destes, 21 chegaram ao país em fevereiro e os restantes no início de março.