Economia

Centeno afasta aumento do esforço da carga fiscal em 2017

Para o ministro das Finanças não se assistiu a um aumento do esforço da carga fiscal em 2017, apesar das receitas fiscais terem subido 5% e as receitas da seguranca social terem aumentado 7%, enquanto o PIB nominal subiu 4,1%. A garantia foi dada por Mário Centeno no Parlamento onde está a ser ouvido na comissão de Finanças.

Para o ministro, a execução orçamental apresenta "sinais positivos, onde houve um reforço do investimento e que só foi possível porque o crescimento económico ficou acima do que estava previsto e porque foi possível pagar menos juros", referiu.

Em relação ao facto de Portugal pagar menos juros, Centeno lembra que só foi possível face a uma "política económica credível e de rigor". E vai mais longe: "uma economia onde falta confiança não há crescimento, nem é criado emprego", salienta aos deputados.

Mário Centeno dá ainda como exemplo o reforço que foi feito ao nível dos serviços públicos que, desde fevereiro de 2015 até fevereiro de 2018, assistiu-se a aumento da despesa na ordem dos 13% no serviço nacional de saúde com a contratação de mais 6500 profissões para o setor, assim como a contratação de mais de 3500 professores.

Este aumento da economia acontece numa altura, de acordo com o ministro das Finanças, em que a taxa de desemprego continua cair, recordando os dados anunciados esta terça feira ao cair para 7,8% em fevereiro.