Desporto

Ténis. Ana Filipa Santos quase fazia a “remontada”

Sara Lança passou rapidamente do paraíso ao inferno. Um dia depois de ter obtido a melhor vitória da sua carreira, lesionou-se e viu-se forçada a desistir no segundo set dos oitavos de final do 1.º Obidos Ladies Open.

Como entretanto Ana Filipa Santos foi derrotada na primeira ronda, deixou de haver portuguesas no quadro principal de singulares do torneio de 25 mil dólares em prémios monetários, pouco mais de 20 mil euros, a contar para o ranking mundial, que está a ser organizado na Guardian Bom Sucesso Tennis Academy, mas que foi transferido para Santarém.
 
As chuvas insistentes e por vezes torrenciais que têm tombado sobre Portugal, impossibilitaram que qualquer encontro se disputasse nos courts de relva sintética da Guardian Bom Sucesso Tennis Academy e muito cedo a organização organizou transportes para transferir toda a prova para o Santarém, onde, mesmo assim, um dos três hardcourts cobertos ficou inutilizado por haver infiltrações. Um recurso apenas por um dia mas que poderá ser repetido, se o mau tempo continuar.
 
Em apenas dois campos, concluiu-se primeiro a ronda inaugural, com Ana Filipa Santos, 1180.ª na classificação WTA, a conseguir quase uma remontada espetacular.
 
A portuguesa de 22 anos perdia diante da espanhola Yvonne Cavalle-Reimers, de 25 anos, 409ª do ranking mundial, por 6-0 e 1-1 quando o duelo foi interrompido.
 
Tudo recomeçou no dia seguinte, a jogadora do Paço do Lumiar até perdeu logo o seu serviço no regresso ao court, mas depois venceu o segundo set e só soçobrou numa equilibrada terceira partida, ao cabo de duas horas e nove minutos, pelos parciais de 6-0, 6-7 (2/7) e 6-3. 
 
«Consegui lidar muito melhor com o facto de termos mudado de piso, porque a relva é muito mais rápida e tem efeitos completamente diferentes deste indoor rápido. Tive mais tempo para selecionar as pancadas», explicou Ana Filipa Santos, as razões que a levaram a equilibrar o confronto com uma adversária que já venceu quatro torneios profissionais da Federação Internacional de Ténis.
 
«Fiz um segundo set muito bom, sobretudo por ter ido para casa depois de levar um 6-0. Estava a 1-1 e é complicado voltar no dia seguinte para tentar dar a volta ao resultado. Acho que estive muito positiva todo o encontro e pensei que era preciso lutar até ao fim. Tentei variar um pouco mais o jogo, percebi que a esquerda dela era muito chapada e criava muito mais mossa. A direita dela levantava mais a bola. Tentei ir mais por aí, variar com o slice, fazê-la mexer com amorties, com bolas altas», acrescentou a jovem que partilha a carreira tenística com os estudos universitários em engenharia.
 
Pouco depois, disputou-se o encontro do dia entre Sara Lança, de 21 anos, que nem aparece no ranking mundial, e a primeira cabeça de série, a australiana Arina Rodionova, de 28 anos e 131.ª classificada na hierarquia WTA.
 
A australiana de origem russa, com um estilo muito mais adaptado a pisos rápidos, dominava o duelo por 6-1 e 5-1, quando a portuguesa se magoou. A jogadora do Magnesium OK Team no Centro Escola de Ténis de Oeiras serviu, Rodionova respondeu bem com uma bola agressiva e cruzada, Sara Lança esticou-se em demasia e, de acordo com o diagnóstico logal da fisioterapeuta Maria Armanda Rodrigues, terá afetado a inserção no pubis adutor.
 
Na jornada de hoje, sexta-feira, disputam-se os quartos de final, a partir das 10 horas e dar-se-á o início ao torneio de pares. Seis das oito cabeças de série estão ainda em prova, incluindo as cinco primeiras, prevendo-se um final emocionante.
 
Os quartos de final são os seguintes: Arina Rodionova (Austrália/cs-1)-Stefania Rubini (Itália/7), Katie Boulter (Grã-Bretanha/2)-Anastasia Kulikova (Rússia), Giulia Gatto-Monticone (Itália/3)-Ivana Jorovic (Sérvia/5) e Valeria Savinykh (Rússia/4)-Miriam Kilodziejova (República Checa).