Economia

Regadio recebe financiamento europeu de 280 milhões de euros

Este financiamento será integrado num investimento global de 534 milhões de euros que serão aplicados até 2022.

O Ministro das Finanças, Mário Centeno, ratificou esta sexta-feira a assinatura de um empréstimo de 200 milhões de euros do Banco Europeu de Investimento (BEI) e de um outro empréstimo de 80 milhões de euros do Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa (CEB) para o financiamento do Programa Nacional de Regadios. A informação foi divulgada através de um comunicado.

Este financiamento será integrado num investimento global de 534 milhões de euros que serão aplicados até 2022, numa área total de intervenção de 95 mil hectares, dos quais cerca de 55 mil correspondem a novas áreas.

"O Programa Nacional de Regadios visa promover o desenvolvimento económico em áreas rurais, promover o reforço da segurança alimentar e aumentar a resiliência do território face aos efeitos das alterações climáticas", pode ler-se no documento.

O objetivo é financiar projetos destinados "a criar novas áreas de regadio, a expandir e modernizar as áreas de regadio existentes e a renovar as infraestruturas de irrigação com sistemas de controlo mais inteligentes e eficientes". Assim, estes investimentos "reduzirão significativamente as perdas de água ao longo dos sistemas de transporte e distribuição de água para rega".

No documento pode ler-se ainda que a expansão das áreas irrigadas permitirá o aumento e a diversificação de culturas, reforçando a produção em subsetores como o azeite, o vinho, os cereais e os hortofrutícolas, entre outros.

Segundo o comunicado, esta transformação promoverá o aumento da produtividade das explorações agrícolas, gerará emprego qualificado no setor agroalimentar e contribuirá para alimentar a dinâmica de crescimento das exportações.

"O projeto contribuirá para o aumento da coesão territorial, invertendo a tendência de desertificação física e o despovoamento, para alavancar uma estratégia nacional mais eficaz de combate aos incêndios e para relançar uma nova dinâmica económica", refere o documento.