Desporto

Ténis em cadeira de rodas. Espanha é favorita no campeonato do mundo

Portugal não conseguiu evitar o último lugar da fase de qualificação europeia.

Portugal não conseguiu evitar o 13.º e último lugar da Fase de Qualificação Europeia do Campeonato do Mundo de Equipas de Ténis em Cadeira de Rodas, que a Federação Portuguesa de Ténis (FPT) e a Premier Sports estão a organizar até Domingo, na Vilamoura Tennis & Padel Academy, no Algarve.

A fase de Grupos terminou hoje (Sexta-feira) e Portugal averbou três derrotas seguidas: 3-0 com a Suíça na quarta-feira, 2-1 com a Alemanha na quinta-feira e de novo 2-1 hoje com a Croácia, país que justificou o estatuto de quarta cabeça de série e que vai defrontar nas meias-finais de amanhã a grande favorita da prova da Federação Internacional de Ténis (ITF), a Espanha.

Para o selecionador nacional, Joaquim Nunes, «o mais importante de salientar é o espírito de grupo, o empenho, a possibilidade que temos de aprender em situações de um nível de jogo muito superior ao que temos internamente. Mais uma vez, tal como no ano passado, o sorteio não nos foi desfavorável e isto permitiu-nos um bom período de prática ao mais alto nível, no qual os jogadores ganham experiências e melhoram as suas capacidades».

Um bom exemplo disso foram os dois únicos encontros ganhos por Portugal nesta fase de grupos, em nove disputados: hoje, João Sanona bateu o croata Jozo Milos por 4-6, 6-4 e 6-4, em quase três horas de jogo; e ontem Carlos Leitão tinha dado conta do alemão Matthias Albanus por 7-5 e 7-5. Outro bom exemplo foram os dois pares perdidos em que participou Francisco Aguiar, o novo elemento da equipa nacional, que nunca tinha vivido uma prova de fogo deste calibre em apenas três anos de prática da modalidade e que ganhou uma experiência valiosíssima.

Jean-Paul Melo, o português que reside no Canadá e que é o tricampeão nacional, perdeu os seus dois singulares, também por defrontar sempre os líderes das equipas adversárias, naturalmente mais fortes.

Menos adaptado aos hardcourts do que à terra batida, Jean-Paul Melo admitiu ainda que «no inverno treinamos muito em recinto coberto no Canadá e depois de dois anos a vir a esta prova já percebi que as condições de muito vento e por vezes de sol com que me deparo aqui fazem com que as condições de jogo sejam muito diferentes do que estou habituado. Para o ano terei de fazer uma preparação diferente».

Note-se que, como já tinha salientado anteriormente o presidente da FPT, Vasco Costa, a média etária da seleção nacional é das mais elevadas deste Mundial. Por outro lado, os nossos jogadores são totalmente amadores, ao contrário de algumas equipas que contam com profissionais nesta variante.

É o caso da seleção de Espanha, que apresenta dois membros do top-20 do ranking mundial da ITF de cadeira de rodas. Espanha defronta exatamente a Croácia nas meias-finais de amanhã. O outro embate é entre a Grécia e Israel.

O torneio feminino não tem segunda fase de eliminação direta. As cinco nações foram agrupadas e a vencedora do Grupo será apurada para a Fase Final do Mundial, na Holanda, em Apeldoorn, na Holanda, de 28 de maio a 3 de junho.

Até ao momento, a Grã-Bretanha e a Rússia apresentam 2 vitórias cada, seguidas de Bélgica e Suécia com 1, enquanto a Áustria perdeu todos os 3 confrontos.

Para além das meias-finais masculinas e de mais encontros do grupo feminino, a jornada de amanhã contempla ainda confrontos para apurar a classificação final. Na luta pelos postos entre o 5.º e o 8.º há o Hungria-Suíça e o República Checa-Eslováquia. Para apurar do 9.º ao 12.º lugar a Alemanha joga com a Estónia e a Turquia defronta a Roménia. Só Portugal, relegado para a 13.ª posição, não joga amanhã.