Sociedade

Fidelidade renova contratos de famílias de Santo António dos Cavaleiros

Seguradora vai renovar contratos de oito famílias a residir em Santo António dos Cavaleiros até 2020

A Fidelidade recuou na decisão de não renovar os contratos de arrendamento a oito famílias residentes em três prédios da seguradora em Santo António dos Cavaleiros (Loures). A decisão foi comunicada aos moradores depois de várias reuniões entre a administração da seguradora e a comissão de inquilinos da Fidelidade de Santo António dos Cavaleiros, na última semana.

À “Lusa”, a porta-voz da comissão de inquilinos, Ana Oliveira, confirmou ter havido “um recuo na intenção inicial” da seguradora, avançando que os contratos de arrendamento “vão ser renovados até 2020”. “Para já, vão renovar os contratos daqueles que estavam para sair e já não vão enviar as outras sete cartas que estavam previstas. Agora, fiz-lhes uma proposta no sentido de as garantias irem além de 2020 e ficaram de dar resposta na quarta-feira, quando forem ouvidos no parlamento sobre este assunto”, acrescentou ainda a porta-voz.

É Jorge Magalhães Correia, o  presidente do conselho de administração da Fidelidade, quem vai ser ouvido na Comissão de Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação por causa os contratos de arrendamento destes inquilinos.

À “Lusa”, Ana Oliveira não pôs de parte a hipótese de a comissão de moradores avançar com uma concentração à porta da Fidelidade. “Espero que possa ser o ponto final deste assunto. Se não nos derem todas as garantias, iremos avançar com uma concentração à porta da Fidelidade. Acreditamos que isto só se resolverá com uma revogação da lei das rendas”, afirmou.

No sábado, Bernardino Soares, o presidente da Câmara Municipal de Loures, defendeu a mesma ideia, depois de estar reunido com moradores. “Admitindo que a Fidelidade vai concretizar os seus compromissos com estes moradores, nada mudará noutras situações porque a lei vai continuar a existir. É uma lei que causou uma grande desproteção e que deve ser revogada para que os seus efeitos não se continuem a multiplicar”, afirmou.