Sociedade

SNS: Lei de bases da saúde para as próximas décadas não pode ser "exercício de cosmética", diz BE

Debate em torno da revisão da lei de bases da saúde arrancou esta amanhã

O BE defendeu esta manhã no arranque da discussão do projeto lei para rever a lei de bases da saúde que uma legislação para as próximas décadas tem de ir além de um "exercício de cosmética", separando o setor privado e público e pondo fim a um cenário de "promiscuidade".

O BE quer que o SNS seja o principal prestador de cuidados à população e que os 1200 milhões de euros canalizados anualmente para pagar as PPP na saúde - os hospitais públicos geridos por empresas - e outros convencionados seja usado para investir no SNS, sublinhou o deputado bloquista Moisés Ferreira.

Na primeira intervenção, Catarina Marcelino, do PS, lembrou que o governo está empenhado nesta matéria e questionou o Bloco sobre até onde está disponível a ir para que haja um entendimento, cenário várias vezes dado como desejado ao longo da semana mas que parece estar a ter alguns obstáculos de bastidores.  "No que toca a diálogo e consenso, temos toda a abertura mas não pode ser uma retórica parlamentar", respondeu Moisés Ferreira, lembrando que, em janeiro, o PS esteve na apresentação do livro de António Arnaut e João Semedo que inspirou o projeto lei hoje em discussão.

José Matos Rosa, do PSD, falou de uma iniciativa retrógrada que revela a "natureza radical" do BE ao querer internalizar toda a resposta de saúde no Estado sem pensar nas pessoas. "O povo não se cura com ideologias", disse.