Economia

Novo Banco quer emitir até 400 milhões de dívida

Já estão agendadas reuniões com investidores institucionais em Lisboa e Londres. A operação terá o montante de troca definido a 28 de junho e será concluída a 29 de junho.

O Novo Banco inicia esta sexta-feira um roadshow para a emissão de até 400 milhões de euros em dívida subordinada e para uma oferta de aquisição e de troca de obrigações sénior do grupo. A informação foi revelada em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) e diz ainda que estão agendadas reuniões com investidores institucionais em Lisboa e Londres.

A operação do banco tem como "prioridade" a troca de obrigações sénior, com um valor mínimo indicativo de 250 milhões de euros, o adicional em 'cash' para detentores de obrigações cuja procura exceda a oferta e a "colocação em mercado das restantes obrigações com um montante mínimo de 100 milhões de euros".

"A troca das obrigações sénior por instrumentos de dívida subordinada e a aquisição dessas obrigações permitirá ao Novo Banco melhorar a sua estrutura de capitais otimizando os seus rácios de total capital e ajustar a sua estrutura de financiamento com redução de encargos com juros", assegura a instituição.

A operação terá o montante de troca definido a 28 de junho e será concluída a 29 de junho.

Segundo o comunicado, o Novo Banco assegura que "não pretende efetuar mais recompras de obrigações sénior através de operações 'open market', ofertas de aquisição ou ofertas de troca das obrigações sénior nos próximos 24 meses".

Desta forma, considera o Novo Banco, "a oferta confere aos detentores das obrigações que sejam elegíveis uma alternativa de liquidez antes da data de maturidade das obrigações abrangidas pela oferta e/ou oportunidade de reinvestimento em novos instrumentos de dívida subordinada a ser emitida pelo banco".

Este não é um caso isolado. A Caixa Geral de Depósitos (CGD) na quinta-feira 500 milhões de euros em dívida ‘tier2’ a uma taxa de 5,75%, a última etapa do reforço do capital da CGD, acordada entre o Estado português e a Comissão Europeia em 2017 e que ultrapassa os cinco mil milhões de euros.