Cultura

Lemonade é o grande vencedor do FEST

Longa-metragem de Ioana Uricaru teve em fevereiro a sua estreia internacional em Berlim. Filmes vencedores são exibidos ao longo desta segunda-feira, dia em que termina o festival.

“Lemonade”, da romena Ioana Uricaru, foi filme o vencedor do Lince de Ouro de ficção da 14.ª edição do FEST — New Directors New Films Festival. A cerimónia de entrega dos prémios decorreu ao final da tarde deste domingo, no Centro Multimeios de Espinho, onde decorre o festival até esta segunda-feira.

A partir da história de uma romena que se muda para os Estados Unidos à procura do sonho americano (Uricaru vive nos EUA desde 2001), “Lemonade” é primeira incursão pela longa-metragem da realizadora romena teve a sua estreia internacional na secção Panorama do Festival de Cinema de Berlim e é uma coprodução entre a Roménia, o Canadá, a Alemanha e a Suécia. Na era de Trump, um filme que retrata as barreiras à entrada de estrangeiros no país. 

Na mesma categoria, o júri, composto por Ángel Santos, diretor artístico do Novos Cinemas, Pontevedra International Film Festival, o realizador português Luís Galvão Teles e a diretora de casting Nancy Bishop, atribui ainda duas menções honrosas a “I’m not a Witch”, de Rungano Nyoni (Zâmbia), e a “Winter Brothers”, de Hlynur Palmason (Islândia).

Nos documentários, o vencedor do Lince de Ouro foi o austríaco “Sand and Blood”, de Angelika Spangel e Matthias Krepp. Um filme sobre as guerras da Síria e do Iraque aos olhos dos refugiados acolhidos pela Áustria. O português “Lupo”, de Pedro Lino, vencedor do Prémio do Público Cineuropa para longas-metragens, foi também distinguido com uma menção honrosa.

O Lince de Prata, prémio destinado às curtas-metragens, foi entregue a um outro filme austríaco, “Excuse Me, I’m Looking for the Ping Pong Room and my Girlfriend”, de Bernhard Wenger. “The Treehouse”, do colombiano Juan Sebastián Quebrada, foi distinguido com uma menção honrosa. O Lince de Prata das curtas documentais foi para um filme polaco — “Dust”, de Jabuk Radej — com o júri a atribuir também aqui uma menção honrosa ao cubano “Conection”, de Horizoe García Miranda.

Melhor curta experimental foi “Home Exercises”, da norte-americana Sarah Friedland. “Oh Mother!”, da polaca Paulina Ziolkowska, foi a obra premiada entre as curtas de animação.

O Grande Prémio Nacional das curtas foi entregue a “Água Mole”, de Laura Gonçalves e Alexandra Ramires. “Fidalga”, de Flávio Ferreira, e “Uma Formiga”, de João Veloso, foram distinguidos com menções honrosas.

Os filmes vencedores do FEST 2018, que termina nesta segunda-feira, são exibidos ao longo do dia no Centro Multimeios, em Espinho.