Politica

Marcelo admite divergências com Trump acerca da política de imigração

Chefe de Estado português reuniu-se com Donald Trump esta quinta-feira

Marcelo Rebelo de Sousa já fez as primeiras declarações após o seu encontro com Donald Trump esta quinta-feira. O Presidente da República começou por dizer que ambos estiveram recetivos “não apenas para falar, mas para ouvir” acrescentando que tanto houve convergências como também divergências, sobretudo no que diz respeito à política de imigração.

"Sempre que eu tenho oportunidade de explicar por que é que Portugal acolhe imigrantes, explico. E aproveito (…) para explicar a realidade portuguesa.”, afirmou o líder português, em declarações avançadas pela Agência Lusa.

Acerca da questão específica da política “tolerânzia zero”, relativa à situação que se vive na fronteira dos EUA com o México, Marcelo Rebelo de Sousa não quis adiantar muito, dizendo apenas que “não houve nada, mas verdadeiramente nada, de relevante naquilo que era convergente ou divergente que não tivesse sido tratado”.

"Primeiro [o Presidente da República] não é comentador e, em segundo lugar, menos ainda comenta um chefe de Estado de um país amigo há 242 anos", respondeu o Chefe de Estado português, depois de questionado sobre o que teria achado de Donald Trump.

Descrevendo o encontro como “caloroso”, em grande parte devido à comunidade portuguesa nos EUA, Marcelo Rebelo de Sousa deu ainda a entender que não estará para breve a visita do líder norte-americano a Portugal.

"Aquilo que era prioritário foi atingido, está atingido. Não quer dizer, obviamente, que nós não tenhamos o maior dos prazeres em ter um chefe de Estado estrangeiro, qualquer chefe de Estado estrangeiro a visitar Portugal, mas não era essa a finalidade do encontro”, acrescentou.

A reunião entre Marcelo Rebelo de Sousa e Donald Trump aconteceu na Sala Oval da Casa Branca, em Washington.