Economia

JCDecaux. Publicidade em Lisboa equiparada a Londres ou Nova Iorque

Empresa ganhou dois lotes publicitários do concurso lançado pela autarquia para a instalação e exploração publicitária do mobiliário urbano e dos painéis digitais de grande formato de Lisboa.

A JCDecaux Portugal, filial da JCDecaux, anunciou ter ganho, através de uma oferta conjunta, os dois lotes do concurso para a instalação e exploração publicitária do mobiliário urbano e dos painéis digitais de grande formato de Lisboa por um período de 15 anos. 

Ao todo vão estar envolvidos dois mil abrigos, 900 MUPI 2m2, dos quais 250 digitais, 125 dispositivos digitais de afixação grande formato, 75 sanitários públicos automáticos acessíveis a todos e 20 MUPI 2m2 e 5 dispositivos grande formato, todos digitais, exclusivamente dedicados à informação municipal.

"Ambiciosa, inovadora e personalizada, a nossa proposta foi concebida para respeitar em todos os pontos as exigências específicas do caderno de encargos tanto em termos de design como de qualidade do mobiliário, e mobilizando os nossos 206 colaboradores em Portugal e as nossas equipas internacionais para estarem à altura deste projecto muito ambicioso impulsionado pela cidade. A comunicação exterior tem uma quota de mercado de 13% em Portugal, superior à média mundial num país dinâmico e atractivo, onde o nosso meio ainda é pouco digitalizado. Graças à consolidação dos contratos e à digitalização significativa do nosso mobiliário, este projecto de grande escala permitir-nos-á posicionar a nossa oferta publicitária ao nível de outras cidades emblemáticas como Londres ou Nova Iorque", revelou Jean-Sébastien Decaux, CEO Europa do Sul, Bélgica e Luxemburgo, África e Israel.

A verdade é que esta decisão está longe de ser tranquila. Depois do grupo MOP foi a vez da dreamMedia ter revelado recentemente que iria contestar o concurso de publicidade lançado pela Câmara de Lisboa ao avançar com uma providência cautelar que suspende a adjudicação da concessão exclusiva da publicidade exterior de Lisboa à JC Decaux pelo período de 15 anos. 

Tal como i avançou, o relatório preliminar deste concurso foi conhecido no verão. Em causa estavam três lotes. O primeiro no valor de quatro milhões de euros - 900 mupis (dos quais pelo menos 10% devem ter natureza digital), dois mil abrigos, 75 sanitários públicos e 40 mupis amovíveis para publicidade institucional -; o segundo no valor de 2,25 milhões de euros, para painéis digitais de grande formato - e um terceiro lote que tinha a indicação meramente financeira para as empresas que pretendiam ficar com os dois primeiros lotes.

As empresas que apresentaram a proposta de maior valor foram a Cartazes & Panoramas I (que concorreu ao lote 1) e a Cartazes & Panoramas II ( que concorreu ao lote 2) - e que pertencem ao fundo de investimento Explorer II, o mesmo da MOP. As duas propostas juntas somaram 8,4 milhões de euros anuais.  A segunda maior proposta coube à JC Decaux, que concorreu aos três lotes e apresentou um valor inferior em 100 mil euros anuais: 8,3 milhões de euros. Já a Cemusa, que também concorreu aos três lotes, ofereceu 7,6 milhões de euros, enquanto a Alargâmbito, que apenas concorreu ao segundo lote, apresentou uma proposta de 3,1 milhões de euros.