Apesar das greves, a Ryanair apresentou lucro de 319 milhões de euros

Apesar de o tráfego ter aumentado em 7%, os lucros não são tão positivos 

A Ryanair anunciou esta segunda-feira que, apesar das greves que se têm feito sentir, teve um lucro de 319 milhões de euros relativo ao primeiro trimestre fiscal. Contudo, este valor representa menos 20% do que no mesmo período do ano passado.

Segundo a empresa, a descida da tarifa concentrou-se nos 4% e pode ser explicada pelo aumento dos combustíveis e pelos custos dos trabalhadores. A companhia irlandesa mencionou ainda que uma parte das férias da Páscoa ficou “de fora do primeiro trimestre”. As greves e a falta de pessoal provocaram o cancelamento de 2500 voos.

Ainda assim, e ao que avança a agência Lusa, comparativamente com o mesmo período do ano de 2017, o tráfego de passageiros aumentou em 7%.

O presidente do conselho da administração da Ryanair, em comunicado, afirmou ainda que o “factor carga” citou-se nos 96%, uma "cifra líder" no setor.

No discurso, Michael O'Leary fez ainda uma alusão às greves, dizendo que empresa minimizou “o impacto destas greves junto dos clientes suspendendo uma pequena parte do programa de voos com bastante tempo de antecipação em relação aos dias em causa para permitir aos passageiros que mudem de ligação ou recebam a devolução do valor que tinham despendido”.

A Ryanair disse ainda que as negociações com os sindicatos vão continuar e que não vai aceitar as “exigências pouco razoáveis”.