Sociedade

MP Brasil critica cooperação de Portugal

Procuradores do Rio de Janeiro apontam o dedo a formalismos e demora excessiva em julgar suspeitos da Lava Jato que se refugiaram em Portugal e não podem ser extraditados por terem nacionalidade portuguesa. Ao SOL, explicam que a cooperação com a França, a Suíça e o Uruguai tem sido muito mais célere. 

A falta de colaboração de Lisboa no caso Lava Jato está a deixar desesperados os procuradores brasileiros. Numa entrevista conjunta ao SOL, os três procuradores responsáveis pelas investigações no Rio de Janeiro revelam que Portugal já começa a ser visto como um refúgio de impunidade por parte de alguns investigados, sobretudo os que têm nacionalidade portuguesa. 

São já três os arguidos da Lava Jato que estão em Portugal sem que haja previsão do início do julgamento - dois deles foram investigados pela equipa do Rio de Janeiro (José Carlos Lavouras e Filipe Paiva) e um está a contas com a Justiça de Curitiba (Raul Schmidt Junior). Mas o entendimento entre as autoridades portuguesas e brasileiras não estará a facilitar o trabalho dos investigadores brasileiros: a comunicação e o trabalho conjunto, admitem, é mais fácil com países como a Suíça, França ou mesmo o Uruguai.

«Um dos pilares da operação Lava Jato e é por isso que ela tem sido bem sucedida desde que começou, lá em Curitiba, e depois aqui no Rio é justamente a cooperação jurídica internacional, é por meio dela que temos recuperado valores milionários, principalmente com o apoio da Suíça e de outros países europeus», começa por explicar ao SOL o procurador Eduardo El Hage, numa conversa telefónica em que também participaram as procuradoras Marisa Ferrari e Fabiana Schneider.

Leia mais na edição impressa do SOL. Hoje nas bancas