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Maduro acusa Colômbia e EUA de estarem por trás de atentado

Presidente da Venezuela escapou a alegado atentado com explosivos em drones. Colômbia e EUA negam qualquer envolvimento

“Tudo aponta para a extrema-direita venezuelana em aliança com a extrema-direita colombiana e o nome de Juan Manuel Santos está por trás deste atentado”, afirmou o presidente da Venezuela no sábado, numa mensagem televisiva ao país, depois de ter escapado a uma explosão durante uma parada militar que acabaria por provocar sete feridos. Para Nicolás Maduro, o chefe de Estado cessante da Colômbia terá ordenado o ataque com drones que, no entanto, teria sido, “segundo as primeiras investigações”, instigado e financiado pelos Estados Unidos.
O ministro da Comunicação garantiu que o atentado foi planeado durante seis meses e que envolveu drones carregados de explosivos. “A rápida reação por parte da segurança do presidente Maduro”, explicou Jorge Rodríguez, permitiu capturar seis pessoas em flagrante. Houve três explosões de drones, segundo a versão oficial.
O Ministério de Relações Exteriores colombiano reagiu à acusação “em nome da Colômbia”, negando qualquer envolvimento de Santos: “São absurdos e carecem de qualquer fundamento as indicações de que o mandatário colombiano seria o responsável do suposto atentado contra o presidente venezuelano”, diz o comunicado. O ministério “exige respeito” para Santos, o seu governo e o povo colombiano.
Também o governo dos EUAnega qualquer envolvimento no caso. “[Posso dizer] de forma inequívoca que não há qualquer participação dos EUA”, disse o conselheiro nacional de segurança, John Bolton, à Fox News.