Sociedade

Jorge Gabriel indignado. "Não nos comam por parvos"

Apresentador está indignado com a companhia aérea Binter Canarias.

O apresentador Jorge Gabriel partilhou esta sexta-feira um texto nas redes sociais em que se mostra indignado com a companhia aérea Binter Canarias.

No texto intitulado por “Estranhas coincidências”, Jorge Gabriel comenta o cancelamento de um voo para Porto Santo, depois da companhia aérea se justificar com as condições climatéricas.

“Pelo quarto dia consecutivo a empresa Binter cancela voos para o Porto Santo dando a mais lógica, porém bizarra, desculpa oficial: “condições climatéricas”, escreveu o apresentador, acrescentando ainda que “o aeroporto de Porto Santo oferece inúmeras vezes de alternativa ao aeroporto da Ilha da Madeira quando o tempo é adverso. Mais, o avião que estabelece a ligação entre ilhas continua a aterrar na Madeira e a voar para as Canárias nestes últimos 4 dias, como uma das fotos pode provar com o que sucedeu esta tarde”.

Segundo o apresentador, era “intelectualmente honesto que a empresa espanhola fosse frontal com os passageiros, com a região autónoma da Madeira e com o nosso país”, ao invés “de defraudar clientes com desculpas inverosímeis”, uma vez que deveria comunicar que “o Governo português deixou terminar o prazo para entregar definitivamente a ligação entre o Funchal e o Porto Santo”.

Depois de explicar as suas palavras e apresentar alguns factos, o apresentador termina dizendo “Não nos comam por parvos. Não somos arroz para a vossa paella”.

Leia aqui o texto na íntegra:

“Pelo quarto dia consecutivo a empresa Binter cancela voos para o Porto Santo dando a mais lógica, porém bizarra, desculpa oficial: “condições climatéricas”.

Como se sabe o aeroporto de Porto Santo oferece inúmeras vezes de alternativa ao aeroporto da Ilha da Madeira quando o tempo é adverso. Mais, o avião que estabelece a ligação entre ilhas continua a aterrar na Madeira e a voar para as Canárias nestes últimos 4 dias, como uma das fotos pode provar com o que sucedeu esta tarde.

Era intelectualmente honesto que a empresa espanhola fosse frontal com os passageiros, com a região autónoma da Madeira e com o nosso país comunicando que o Governo português deixou terminar o prazo para entregar definitivamente a ligação entre o Funchal e o Porto Santo, ao invés de defraudar clientes com desculpas inverossímeis.

O ajuste directo protocolado entre o estado português e a Binter terminou a 4 de Agosto, sábado, e desde o dia 7 passou a cancelar voos para o Porto Santo, atribuindo ao tempo, ao vento, ao sol, às nuvens, ao calor a responsabilidade destes danos.

Esta coincidência, nada indiferente, não pode lezar os passageiros. Aliás a Sevenair, empresa que detinha a ligação, nunca o fez estando no passado em situação semelhante.

Neste preciso momento era também assaz pertinente que quem andou a reclamar a mudança para outra empresa aérea refletisse sobre números. É sobre factos que prefiro opinar e menos sobre aquilo que me ‘parece’ ou que eleitoralmente possa dar jeito.

Segue então resumo da Operação Madeira desde 2014 de acordo com a base de dados das operações de voo:

Pontualidade de 2014 - 99% ; de 2015 - 99% ; de 2016 - 99% ; de 2017 - 98% ; de 2018 - 95 %

Os atrasos superiores a 15 minutos rondaram os 2%.

Em 2018 verificou-se que a pontualidade é inferior aos anos anteriores porque o período de análise é inferior a 12 meses (de Janeiro a Maio).

Não esquecer que grande parte dos atrasos foram devido a condições meteorológicas.

Os cancelamentos foram de 1% em todos os anos da operação e devido às condições meteorológicas.

A taxa de ocupação média rondou os 60%

Ao longo dos anos de operação houve um aumento médio anual de 6% de passageiros transportados.

Sobre o transporte de carga, de cadeiras de rodas e de sacos de golfe deixo aqui à disposição fotos elucidativas.

A ligação demora mais tempo actualmente, apenas num dia, 1, levou o avião esgotado, e cumpre dois horários incapazes de satisfazer minimamente as necessidades do Porto Santo, do Arquipélago da Madeira, de Portugal. É insustentável manter esta fantasia e urge tomar medidas drásticas.

Tal como está NÃO SERVE.

Não nos comam por parvos. Não somos arroz para a vossa paella.