Politica

Santana Lopes: pontos de contacto com a Democracia 21

Santana Lopes reuniu-se com Sofia Afonso Ferreira, da Democracia 21, há cerca de três semanas. Para esta semana, estava marcada uma nova reunião – para avaliar uma nova solução partidária, mas foi adiada. Alguns pontos de contacto entre os dois. 

Santana Lopes

‘Quero intervir politicamente num espaço em que não se dê liberdade de voto quando se é confrontado com a agenda moral da extrema-esquerda. Em que se defendam os princípios, os valores e tradições da identidade Portuguesa. Em que se saiba que é preciso um modo de estar, de agir, de comunicar a que as novas gerações e o Novo Mundo possam dar atenção’ 

‘Entendo que não faz sentido continuar numa organização política só porque lá estamos há muito, ou porque em tempos alcançamos vitórias e concretizações extraordinárias, se no passado e no tempo que importa, no tempo presente, não conseguimos vingar ideias e propostas que consideramos cruciais para o Bem do nosso País. Foi essa luta que procurei no seio do meu partido. (...) Como já disse, de outro modo, o que constatei foi que o PSD gostava muito de ouvir os meus discursos mas ligava pouco às minhas ideias pois, nos momentos decisivos, acabou quase sempre por acolher outras propostas’

‘Entendi que tinha de ser feita a clarificação. Vinha aí uma estratégia de condescendência para com o PS, para mim, um erro grave. Disse, e repeti, que os militantes deviam rejeitar a via que, de modo mais ou menos explícito, admitia o Bloco Central’

Carta de saída do PSD
4/08/2018


Sofia Afonso Ferreira

‘Sim, definimos o D21 como um movimento liberal encostado à Direita. Basicamente, a ideia surgiu com seis pessoas, três homens e três mulheres, que sentiam a falta de um partido liberal de Direita. Há muitos anos que se fala de um movimento do género no espectro político português, até já existiram várias tentativas, mas nunca vingaram — acabam por se encostar à Esquerda, onde já existem muitos partidos formados’

‘Depois de dez anos a ver tentativas goradas de formar um partido com estas características de Direita, decidi arregaçar as mangas e avançar. O D21 é na sua maioria constituído por pessoas originárias do PSD, CDS e independentes. Somos a favor de uma maior participação dos independentes por acreditaremos que temos excelentes profissionais em várias áreas no País que têm de ser ouvidos, para além de uma filiação ou cor partidária’

‘Falando apenas do que me diz mais, considero que atualmente existe uma grave crise na Direita. Está no ar este dilema se o PSD se vai virar para um acordo com o PS, o que a meu ver seria péssimo. Com o D21 queremos trabalhar para uma reformação da Direita portuguesa, desmistificar o liberalismo e contribuir ativamente para um novo discurso’

Entrevista à MAGG
1/03/2018