Sociedade

Falta de médicos no Santa Maria e em Leiria

Hospital de Santa Maria irá cortar número de médicos presentes nos turnos da Urgência de Otorrinolaringologia e Centro Hospitalar de Leiria a trabalhar no "limite"

O Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS) denunciou esta segunda-feira que o serviço de Urgência de Otorrinolaringologia (ORL) do Hospital de Santa Maria está a preparar-se para sofrer um novo corte no seu funcionamento. E depois do aviso, o presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Leiria afirmou em comunicado que esta unidade hispitalar está a trabalhar no "limite", por se verificar a falta de médicas em algumas áreas.

Após o programa de implantes cocleares ter sido suspenso, o Santa Maria va “cortar no número de médicos nos turnos da urgência” da OLR, o que irá “impedir o acesso dos utentes a cuidados de saúde urgentes na Especialidade no Hospital de Santa Maria”, admitiu o sindicato em comunicado.

Assim como em Leiria, em que o centro hospitalar poderá ficar sem capacidade para dar respostas "às legítimas necessidades da população".

Caso as medidas sejam implementadas, apenas “um número muito pequeno de doentes que ocorrem ao Serviço de Urgência do maior hospital do País terão assistência imediata de ORL”. Desta forma, as urgências geral e de pediatria do hospital “ficam sem o apoio” que têm tido da ORL e a “Unidade de Trauma da Urgência do Hospital fica simplesmente amputada”.

Estes problemas levarão a que o “número crescente de cidadãos” seja obrigado a recorrer ao setor privado, para conseguir ter acesso ao serviço de ORL. “Se ocorrer uma emergência de ORL em todo o hospital no momento em que uma equipa de dois elementos (um médico Especialista e um médico Interno) estiver ocupada no Bloco operatório (e certas cirurgias podem durar horas), é humanamente impossível dar resposta”, advertiu o sindicato.

O mês passado, a Ordem dos Médicos suspendeu a capacidade formativa do serviço de ORL do Hospital Santa Maria depois de ter avaliado as condições atuais de assistência aos doentes e a formação dos médicos internos.

"Na base dessa decisão esteve o facto de ter sido provada, desde que o atual diretor foi nomeado, a existência de aspetos graves que põem em causa quer a qualidade assistencial aos doentes, quer a qualidade da formação dos Internos", completou o SMZS. 

A nota conclui dizendo que "responsabiliza o diretor nomeado e o conselho de administração do Centro Hospitalar Lisboa Norte, que o mantém em funções, por uma eventual rotura na Urgência de Otorrinolaringologia do maior hospital do País".