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Andreas Pereira é o "quarto" estrangeiro da seleção brasileira

Conheça os quatro jogadores "estrangeiros" que já passaram pela seleção brasileira. Andreas Pereira é o quarto e vai jogar já em setembro nos amigáveis frente aos Estados Unidos e El Salvador 

Defender as cores de uma seleção não obriga a que o jogador tenha nascido no país, mas sim que tenha a nacionalidade de acordo com o símbolo que representa. Na seleção brasileira, isto não acontecia há 100 anos.

Este mês, Tite chamou Andreas Pereira para jogar os amigáveis frente aos Estados Unidos da América e El Salvador, nos dias 11 e 12 de setembro nos EUA.

Quem é Andreas Pereira?

Andreas é o quarto “estrangeiro” a vestir as cores da seleção canarinha. Filho de pais brasileiros, nasceu na Bélgica na altura em que o pai, Marcos Pereira, defendia a camisola do KV Mechelen.

O número 19 da selecção brasileira estreou-se como jogador em 2004 pelo Lommel United, clube que só representou durante um ano. Aos 9 anos (2005), Andreas foi chamado pelo Psv Eindhoven, onde jogou até 2011.

Mas o percurso profissional começava em 2012 quando alinhou pelo Manchester United onde se estreou pela equipa principal a 26 de Agosto de 2014 frente ao MK Dons. Um vínculo que estendeu até 2018. Este ano, prolongou por mais uma década.

O Granada e o Valência fazem também parte do currículo do belga e brasileiro que representou as equipas espanholas por um ano, a título de empréstimo em 2016 e 2017 respetivamente. 

Já no que toca às seleções, Andreas representou as cores belgas nas camadas jovens, mas jogar pelo Brasil foi sempre um desejo do jogador de 22 anos.

A chamada à seleção brasileira aconteceu pela primeira vez em 2014 para jogar no torneio da China de sub-23 e tornou-se vice-campeão do mundial de sub-20 em 2015, ao marcar o golo do Brasil na final contra a Sérvia.

Em agosto de 2018 foi chamado à equipa principal para os amigáveis frente aos EUA e El Salvador.

Os três “estrangeiros” da seleção brasileira.

O primeiro a defender a camisola verde e amarela foi o médio inglês Sidney Pullen, nascido em Southampton.

Filho de pai inglês e mãe brasileira, alinhou pelo Paissandu durante 4 anos e devido à extinção do clube foi jogar para o Flamengo onde esteve de 1915 a 1925, ano em que acabou a carreira.

Esteve presente na criação da seleção brasileira onde atuou por três vezes na Copa América de 1916, num amigável contra Dublin, contra o Uruguai e contra o Sportivo Barracas.

O segundo foi o guarda-redes português Casemiro Amaral, nascido em Lisboa.

A carreira de Casemiro começou em 1911, no América Football Club do Rio de Janeiro. Em 2012 integrou o Germânia de São Paulo, foi campeão pelo Corithians em 1914, passado um ano representou o McKenzie até 1917 e mais tarde voltou ao clube de São Paulo onde jogou até 1920

Na seleção brasileira, jogou seis vezes, defendeu um penálti frente ao Chile e foi convocado para a Copa América de 1916 e 1917.

Francisco Police foi o terceiro da história da seleção brasileira com dupla nacionalidade. O italiano é conhecido como sendo um dos fundadores do Corithians.

Entrou em campo pelo alvinegro durante seis temporadas, onde marcou 55 golos e foi campeão por duas vezes. Passou também, posteriormente pelo Palestra Itália e pelo Botafogo.

Vestiu a camisola da seleção brasileira pela primeira vez em 1918, numa derrota por 1-0 frente ao Dublin Football Club do Uruguai.