Economia

CGD lança terceira agência móvel em Portalegre

Esta solução não permite fazer operações em numerário, por questões de segurança.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) vai lançar na próxima, terça-feira, a terceira unidade móvel. Esta vai ficar sediada em Portalegre, mas o itinerário irá abranger 18 localidades dos concelhos de Arronches, Elvas, Crato, Castelo de Vide, Marvão, Monforte, Nisa Ponte de Sor, Portalegre e Sousel. 

O banco liderado por Paulo Macedo revelou ainda que percurso irá ter uma periodicidade quinzenal e "procura tornar a Caixa mais próxima das populações, sobretudo daquelas onde os serviços bancários tradicionais não chegam", revelou em comunicado.

A terceira agência móvel estará presente em localizações previamente definidas, funcionando como um serviço de proximidade de caráter regular. Deste modo é garantido a continuidade da prestação de serviços bancários pela Caixa em localizações em que não existe qualquer presença bancária.

Com esta nova unidade móvel, a Caixa passa a marcar presença num território de cerca de 2.800m2 estando mais perto de uma população de 43 mil clientes residentes.

Recorde-se que, a Caixa foi o primeiro banco a avançar com esta novidade de balcões móveis, tendo o BPI seguido depois o exemplo. No entanto, esta solução não permite fazer operações em numerário, por questões de segurança.

O banco público prepara-se para encerrar 70 balcões até ao final do ano. E de acordo com a Caixa, fatores como rentabilidade, proximidade com outras agências, localização em zonas de menor densidade populacional e uma distância de até 25 quilómetros entre agência foram os critérios utilizados para encerrar os balcões e vão ao encontro do Plano Estratégico negociado com as autoridades europeias em 2016 e prevê uma redução de cerca de 25% do número de agências até ao final de 2020.

Uma decisão que já recebeu a reprovação por parte do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas (SBSI). De acordo com Rui Riso, este fecho de balcões vai representar uma “redução do negócio” da Caixa. O responsável admite que o plano está “traçado há muito tempo”, mas diz que ainda está por se saber “o que é que se pretende da Caixa”.