Sociedade

Centros de Saúde sem consulta prévia para interrupção voluntária da gravidez

As mulheres são encaminhadas para o hospital mas o atraso pode pôr em causa os prazos legais para o aborto

A consulta prévia, uma exigência para as mulheres que pretendam fazer uma interrupção voluntária da gravidez, não está disponível na maior parte dos centros de saúde, principalmente na zona norte.

Quando o serviço não está disponível, as mulheres são encaminhadas para o hospital, no entanto o atraso que isto implica pode pôr em causa os prazos previstos pela lei. O aborto só é permitido até à 10.ª semana de gestação.

Segundo avança o Jornal de Notícias, há mesmo vários hospitais em que não está a ser realizada a intervenção de interrupção voluntária da gravidez. Em Lisboa há pelo menos quatro hospitais onde isso não acontece.

Mais de 15.400 interrupções voluntárias da gravidez foram realizadas em 2016, sendo que mais de metade foram feitas na capital.