Sociedade

Militar envolvido no ‘esquema de Tancos’ diz estar "arrependido"

Vasco Brasão, atualmente na República Centro Africana, regressa a Portugal na terça-feira e será ouvido no dia seguinte

O ex-porta-voz da Polícia Judiciária Militar (PJM), Vasco Brasão, arguido no caso do assalto de Tancos diz estar arrependido.

Dias antes de regressar da República Centro Africana, onde se encontra em missão, o militar escreveu na sua página do Facebook que está “arrependido mas de consciência tranquila”.

O militar explica que tem “um misto de sentimentos” e que irá procurar transmitir ao Ministério Público” essa “duplicidade”.

Vasco Brasão afirma querer “esclarecer a verdade dos factos”, e garante: “Não sou criminoso nem tão pouco os meus Camaradas de Armas o são. Somos militares. Cumprimos ordens”.

Na mesma publicação refere que a “salvaguarda dos interesses Nacionais é sempre superior aos interesses individuais”.

Por último, o ex-porta-voz da PJM sublinha que a sua carreira “fala por si”. Recorde-se que Vasco Brazão foi um dos militares que encabeçou a investigação do caso da morte dos dois jovens durante um teste do curso dos Comandos. O major de Cavalaria recebeu até um louvor - uma Medalha da Defesa Nacional - pelo seu trabalho.

O militar regressa a Portugal na terça-feira e será ouvido no dia seguinte, no âmbito da investigação do roubo de armamento em Tancos, em junho do ano passado, que envolve a PJM, a GNR de Loulé e o alegado assaltante dos paióis num esquema para recuperar as armas roubadas em junho do ano passado.