Internacional

Indonésia. Terramoto e tsunami causaram pelo menos 800 mortos

As autoridades dizem que o número irá aumentar nos próximos dias

O número de mortos causados pelo terramoto e tsunami na ilha indonésia de Sulawesi subiu ontem para os 832, entre os quais 11 em Donggala, anunciaram as autoridades. “Acredita-se que o número de mortos possa aumentar, uma vez que muitos corpos ainda estão sob os destroços, enquanto muitos outros ainda não foram alcançados”, afirmou Sutopo Purwo Nugroho, porta-voz da Agência Nacional de Gestão de Desastres, em conferência de imprensa. 

A cidade de Palu, com 335 mil habitantes, foi uma das mais afetadas pelos desastres naturais. Até ao momento, as equipas de socorro conseguiram, com as suas próprias mãos, retirar 24 pessoas encurraladas nos destroços de um hotel. No entanto, a situação poderá ser ainda pior na cidade de Donggala e noutras regiões próximas, que se encontram completamente inacessíveis com a destruição de estradas e pontes. Não se sabe com precisão o número de mortos nem o cenário de destruição. As autoridades já avançaram que as equipas de resgate terão de aceder por mar a Donggala. O que aconteceu “já é uma tragédia, mas pode ficar muito pior”, alertou a Cruz Vermelha em comunicado, avisando que mais de um milhão de pessoas foram afetadas. As autoridades indonésias montaram tendas para abrigar as vítimas e hospitais de campanha para tratar os feridos. Ao longo do fim-de-semana sentiram-se mais de 150 réplicas.

Na sexta-feira, um sismo de 7,5 na escala de Richter, a 10 km de profundidade, irrompeu próximo da costa de Sulawesi, despoletando um tsunami. Centenas de pessoas estavam nas praias de Palu a organizarem um festival quando a onda gigante, com ondas com um máximo de seis metros, embateu na costa. “O tsunami...arrastou carros, árvores, casas”, contou Nugroho. “Apenas corri quando vi as ondas a embaterem nas casas que estavam na costa”, contou Rusidanto, residente em Palu, à BBC.

A Indónesia encontra-se numa localização propícia a terramotos e tsunamis, o apelidado “Anel de Fogo”, um arco de vulcões e linhas de falha tectónicas, no Pacífico. Em 2004, o país foi abalado por um sismo de 9,1, sendo seguido por um tsunami que matou mais de 230 mil pessoas numa dúzia de países.