Internacional

EUA. "Apaixonámo-nos", disse Trump sobre a sua relação com Kim Jong-un

Há um ano atrás, o presidente dos Estados Unidos tinha ameaçado na Assembleia-Geral da ONU "destruir totalmente" a Coreia do Norte

Se no ano passado ameaçou "destruir totalmente" a Coreia do Norte durante o seu discurso na Assembleia-Geral das Nações Unidas, agora o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, surpreendeu tudo e todos ao dizer que ele e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, se "apaixonaram". 

As palavras de amor foram proferidas este sábado, na Virgínia Ocidental, durante um comício, em mais um momento de reafirmação do sucesso da sua administração na condução da política externa norte-americana. "Estava a ser duro...ele também...íamos para a frente e para trás...depois apaixonámo-nos!", disse Trump perante uma plateia de simpatizantes. "A sério, ele escreveu-me cartas lindas! São ótimas cartas! Apaixonámo-nos!", acrescentou. 

E como se já estivesse à espera das críticas dos seus opositores, Trump não deixou de alertar de que iriam "dizer horrores" por as suas palavras serem "tão pouco presidenciais". 

Trump e Kim Jong-un encontraram-se pela primeira vez na cimeira de Singapura, em julho, assinando uma declaração conjunta sobre a desnuclearização da Coreia do Norte. Ainda que o encontro tenha sido apelidado de "sucesso" pelo presidente dos Estados Unidos, a verdade é que as negociações entre Washington e Pyongyang permaneceram bloqueadas até à visita do presidente sul-coreano, Moon Jae-in, a Pyongyang, há quase duas semanas atrás. Para Washington, a declaração conjunta assinada em Singapura comprometia a Coreia do Norte com a desnuclearização total, enquanto Pyongyang argumentava que o acordado tinha sido a desnuclearização gradual. 

Com a visita de Moon, o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, revelou que os Estados Unidos estão novamente dispostos a sentarem-se à mesa das negociações com a Coreia do Norte. Também o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, mostrou disponibilidade para se encontrar com Kim Jong-un, mas apenas com a condição do retorno dos corpos de soldados japoneses mortos na II Guerra Mundial esteja em cima da mesa das negociações.