Sociedade

Pedro Dias e terrorista lideram greve de fome na cadeia de Monsanto

Prisioneiros queixam-se de falta de legumes

Um grupo de 13 reclusos levou a cabo uma greve de fome em protesto com as "más condições da alimentação servida" e com a "redução dos tempos de visita de familiares devido à escassez de guardas".

O triplo homicida de Aguiar da Beira, Pedro Dias, e o marroquino Abdessalam Tazi, suspeito de recrutar combatentes para o daesh em Portugal, foram eleitos porta-vozes da iniciativa.

A greve de fome durou cerca de dez dias, entre 17 e 27 de setembro, segundo o Correio da Manhã, e só terá chegado ao fim depois de negociações entre os porta-vozes e a direção da cadeia de Monsanto, que terão resultado no compromisso de reforço de compra de leguminosas e vegetais para a confeção de refeições na prisão.

Os ‘grevistas’ mantinham-se nas celas e recusavam ingerir quaisquer alimentos. Do grupo dos 13, faziam parte, além de Pedro Dias e de Abdessalam Tazi, Fábio Cigano, ‘El Ruso’ Lohrman e José Maidana, os dois argentinos suspeitos de assaltos a carrinhas de valores.

A situação está já normalizada e o protesto acabou, sendo que cada um dos participantes teve de “preencher um boletim de comunicação de fim do protesto, alegando as respetivas razões para a adesão ao mesmo", afirmou fonte oficial dos Serviços Prisionais, citada pelo mesmo jornal.