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Saúde. Estes são alguns dos casos mais estranhos de sempre

Olhos peludos, tatuagens que provocam ereções e homens (quase) sem cérebro são algumas das histórias mais bizarras que os médicos já ouviram

O corpo humano está sempre a ‘pregar partidas’ aos médicos, que são obrigados a desenvolver novas teorias e a encontrar soluções para as situações mais bizarras. Aqui fica uma lista com alguns dos problemas de saúde mais estranhos com os quais a comunidade médica se deparou nos últimos anos.

Olho peludo

Os médicos achavam que o jovem em causa tinha um tumor benigno no olho, que seria facilmente tratado. No entanto, o tumor começou a crescer e a ganhar novas características – pêlos.

Muitas vezes, os tumores contêm tecidos que normalmente são encontrados noutras partes do corpo. Tanto podem ser estruturas simples como complexas, que compõem elementos como os ossos ou tecido cerebral.

A tatuagem que causa ereção

O priapismo, condição médica que faz com que o pénis fique ereto por outros motivos que nada têm a ver com questões sexuais, não é um problema raro. O que é mais estranho é uma tatuagem estar na origem da doença.

Isto aconteceu a um homem iraniano que, por alguma razão, decidiu escrever a frase “boa sorte nas tuas viagens” e a letra ‘M’ no pénis. Durante os primeiros oito dias após ter feito as tatuagens, sentiu algumas dores no pénis – acabou mesmo por desenvolver uma ‘semi-ereção’.

Três meses depois, decidiu consultar um médico, que viu que o paciente não tinha qualquer infeção. A equipa médica concluiu que a agulha usada para fazer as tatuagens terá penetrado demais. Tentaram drenar o sangue acumulado devido a hemorragias internas e sugeriram a realização de uma cirurgia, mas o homem recusou, pois já não sentia dores e conseguia ter uma ereção... Total.

Fuga de líquido cerebral

E se lhe disséssemos que o Pilates pode ser uma atividade muito perigosa? Depois de uma aula, uma mulher britânica com cerca de 40 anos decidiu dirigir-se ao hospital – sentiu umas fortes dores de cabeça repentinas e não percebia porquê.

A verdade é que a culpa era do Pilates: o exercício físico tinha rompido uma das membranas que protegem o cérebro e a espinal medula – a Dura-máter. Isto fez com que ocorresse uma fuga de líquido cefalorraquidiano.

De acordo com o testemunho da paciente, durante a aula de Pilates, sentiu um ‘estalo’ na parte de trás do pescoço e, a partir daí, começou a sentir fortes dores de cabeça. Estas só desapareciam quando se deitava. Foi-lhe diagnosticada uma lesão muscular no pescoço, mas as dores de cabeça estavam a aumentar e nada parecia fazer efeito. Depois de vários exames, uma ressonância magnética revelou pequenas ‘poças’ de sangue fora do cérebro e ‘bolsas’ de fluído fora da espinal medula. Depois de duas semanas de repouso total, as dores começaram a desaparecer e a vida desta mulher voltou ao normal. Nunca foi detetado o local exato onde a membrana se rompeu e, consequentemente, se deu a fuga de fluído.

Síndrome do odor de peixe

O nome diz tudo. Basta uma mutação no gene FMO3 para gerar este problema hormonal, que faz com que a pessoa produza um cheiro terrível, semelhante a ovos estragados, urina ou peixe podre.

Este problema surge quando o corpo não consegue produzir a enzima que não consegue ‘quebrar’ a trimetilamina, que é produzida quando as bactérias que se encontram no nosso organismo ‘partem’ as proteínas presentes nos ovos, nos legumes e em alguns peixes, por exemplo. Com uma mutação no FMO3, a ‘molécula malcheirosa’ acaba por espalhar-se pelo nosso corpo e é expelida através do suor, da urina e do hálito.

O homem que vive (quase) sem cérebro

Parece uma história de terror, mas não é: trata-se de um caso que apanhou a comunidade médica de surpresa.  É a história de um homem francês de 44 anos que viveu grande parte da sua vida apenas com 10% do cérebro intacto.

Os médicos só se aperceberam do que se estava a passar quando o paciente se queixou de fraqueza na perna esquerda. Após vários exames, acabou por fazer um TAC, que revelou que a maior parte do seu crânio tinha apenas líquido.

Os médicos acreditam que 90% do seu cérebro está danificado devido a uma deterioração progressiva ao longo de três décadas, deixando apenas uma fina camada cerebral.  E o mais impressionante no meio de tudo isto? O homem não tinha qualquer problema mental e vivia uma vida normal.

Este caso fez com que vários médicos começassem a estudar o que realmente é preciso para manter o Homem vivo e consciente.