Economia

Há menos estações de correio dos CTT, mas mais pontos de acesso à rede postal

O grupo dos Correios de Portugal - CTT é responsável por 91,2% do tráfego total


Embora os Correios de Portugal (CTT) tenham encerrado algumas das estações de correio, os portugueses podem agora contar com mais pontos de acesso à rede.

De acordo com o relatório divulgado pelo regulador do setor, Anacom, “o número de pontos de acesso à rede aumentou 0,6%” nos primeiros seis meses do ano, que aconteceu em simultâneo com a redução de 5,4% do número de estações de correio dos CTT. Agora, os novos postos estão integrados noutros locais públicos. 

No relatório que analisa a evolução do mercado no primeiro semestre do ano em relação a todas as operadoras postais em Portugal e compara os resultados com os registados no ano passado, a ANACOM afirma que “o número de centros de distribuição aumentou 3,2% e a frota de veículos aumentou 4,2%”.

O número de marcos do correio também aumentou, 0,5%, ao contrário do que aconteceu com o número de apartados, que diminuiu 1,4%, com o número de máquinas automáticas, de menos 1,4% e “do número de máquinas automáticas de venda de selos (-35,3%) e do número de postos onde apenas se podem adquirir selos (-7,5%)”.

Além disto, houve também uma redução de 6,2% do tráfego local dos serviços postais devido à “diminuição do tráfego das correspondências, do correio editorial e da publicidade endereçada” e que foi compensada “pelo aumento de 11,3% observado no tráfego de encomendas”.

Dos objetos distribuídos, 96,1% tem como destino o mercado nacional e o restante tem como destino outros países, e representam cerca de 79,4% do tráfego postal.

Desse tráfego, o grupo CTT é responsável por 91,2%, menos 1,6% face aos mesmos meses do ano passado. 
No mesmo relatório, a ANACOM mostrou que o número de trabalhadores afetos à exploração dos serviços postais diminuiu 0,2% face ao primeiro semestre do ano passado e está agora nos 14,8 mil. 

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