Politica

‘O PSD jamais esquecerá traição’ de Santana Lopes e Ventura

João Montenegro apela aos militantes para não abandonarem o partido e ataca Santana Lopes e André Ventura. 

Com as eleições europeias à porta, João Montenegro, ex-diretor de campanha de Santana Lopes, apela à união do partido. «Os dirigentes e militantes do PSD têm de se mentalizar que Rui Rio será o candidato do partido a primeiro-ministro em 2019 e é com este cenário que deverão ajudar o PSD a vencer as eleições legislativas do próximo ano», afirma ao SOL o ex-secretário-geral adjunto do PSD.

João Montenegro esteve com Santana Lopes nas eleições diretas, mas não se conforma com a decisão do ex-líder de sair para fundar a Aliança. O social-democrata lamenta que outros militantes estejam a optar pelo mesmo caminho. Para Montenegro, todos «os factos que ocorram para criar desunião no PSD são criticáveis», porque «é dentro do partido que se deve lutar para alterar o estado das coisas e sobretudo no momento certo». E continua: «não é saindo do partido e criando novos partidos. O André Ventura e o Pedro Santana Lopes estão a contribuir para uma maior fragilização do partido. Espero que não se arrependam no futuro de estarem a prejudicar o PSD, porque o PSD jamais esquecerá essa traição». 

A crie interna no PSD está longe de estar resolvida (ver texto ao lado), mas os críticos afastaram já a possibilidade de um congresso extraordinário. João Montenegro, que foi também assessor de Passos Coelho, elogia «a atitude do Luís Montenegro e do Miguel Pinto Luz ao manifestarem indisponibilidade para contribuir para a fragilização do PSD. Isto é que é saber estar na política».

Luís Montenegro e Miguel Pinto Luz já assumiram que têm a ambição de liderar o PSD, mas defendem que deve ser o atual líder a disputar as eleições legislativas do próximo ano. Pedro Duarte, Carlos Moedas ou Paulo Rangel são outros nomes a seguir no futuro do PSD.