Internacional

Crimeia. Estudante de 18 anos ataca universidade e mata 19 pessoas

Autor dos disparos suicidou-se. Polícia e testemunhas falam também da explosão de um engenho

Um estudante de 18 anos entrou ontem na Universidade Politécnica de Kerch, na Crimeia, região ucraniana anexada pela Rússia, e matou a tiro 19 pessoas, ferindo quase 40 antes de se suicidar. Um engenho explosivo (ou vários, segundo algumas testemunhas) terá deflagrado durante o ataque e sapadores desarmaram um outro encontrado na mochila do atacante.

O autor do atentado terá sido Vladislav Roslyakov, estudante da universidade, segundo a informação divulgada por Sergei Aksyonov, primeiro-ministro da república autónoma da Crimeia. Imagens de câmaras de vigilância mostram-no vestido com calças pretas e t-shirt branca, tal como Eric Harris no massacre de Columbine, nos Estados Unidos, que já inspirou vários ataques semelhantes.

As razões por trás do ataque não foram avançadas pelas autoridades, mas a imprensa russa refere que o autor terá dito a pessoas próximas que estava chateado com os professores e queria “vingar-se”.

A Crimeia foi anexada pela Rússia em 2014 e há poucos meses passou a estar ligada a território russo por uma ponte de 19 km, inaugurada na altura pelo presidente russo, Vladimir Putin. Ontem, desde Sochi, onde se encontrava com o seu homólogo egípcio, Abdel Fatah al-Sissi, Putin enviou condolências às famílias e ordenou uma investigação aprofundada.

Alguns políticos russos chegaram a aventar a hipótese de a Ucrânia estar por trás deste ataque, no entanto, à medida que os pormenores da identidade do autor foram sendo conhecidos, a versão de que se trataria de um estudante cheio de raiva e com vontade de vingança começou a prevalecer.

Igor Zakharevsky, que estava na cantina quando o atirador entrou, referiu à BBC que estava “no epicentro da primeira explosão”. “Estava completamente em choque e um dos meus colegas começou a puxar-me dali para fora. A seguir ouvi várias explosões em intervalos de dois ou três segundos. Um bocado depois, outra explosão."