Sociedade

Rosa Grilo diz que viu o marido a ser morto mas pouco depois foi para festival

Enquanto amigos e autoridades procuravam o triatleta, Rosa Grilo ia passar dias fora com o alegado amante. Chegaram a ir ao festival de Paredes de Coura

A viúva do triatleta apresentou recentemente uma nova versão sobre a morte do marido, dizendo agora que afinal viu o marido ser morto a tiro à sua frente.

Mas as mensagens trocadas com o alegado amante António Joaquim, também arguido, as faturas de hotéis e a localização de telemóveis mostram não só que Rosa Grilo não estava muito preocupada com o desaparecimento do triatleta, como até fez férias, enquanto as autoridades e os amigos de Luís Grilo estavam ocupados em operações de buscas.

Rosa Grilo, enquanto o marido estava desaparecido, foi passar pelo menos três fins de semana fora com o António Joaquim, com quem teria uma relação extraconjugal. O casal esteve em Porto Covo, Grândola e depois em Caminha, onde terá aproveitado para ir ao festival de Paredes de Coura, para se divertir, segundo o Correio da Manhã.

As mensagens trocadas entre os alegados amantes também parecem mostrar que o casal nunca ficou incomodado quer com o desaparecimento quer com a morte do marido. "Tens o peixinho no forno", escreveu Rosa Grilo a António Joaquim, a 6 de setembro, já depois de o cadáver do marido ter sido encontrado.

A viúva não contava que as autoridades fossem encontrar provas que a associassem à morte do marido, mas as marcas de sangue do marido no quarto, e os vestígios do seu ADN junto ao local onde foi encontrado o cadáver de Luís Grilo apontavam para o seu envolvimento. Assim como a provável arma do crime, registado no nome do funcionário judicial António Joaquim.

Ainda assim Rosa Grilo terá tido a ideia de apagar do telemóvel os sms e as conversas de WhatsApp com António Joaquim, contudo o mesmo cuidado não teve o funcionário judicial.

Recorde-se que Rosa Grilo alega que não teve nada a ver com o homicídio do marido, e que este foi assassinado à sua frente e que lhe caiu no colo depois do tiro, disparado por um dos três homens, “dois angolanos e um branco”que lhe bateram à porta a perguntar por diamantes.