Internacional

Quase todos os dias é morto um ativista

Estes são dados divulgados a propósito da Cimeira Mundial de Defensores de Direitos Humanos, que começa já hoje

O número de ativistas de direitos humanos que foram assassinados, entre 2015 e 2017, quase duplicou, sendo que quase todos os dias foi assassinado um ativista. Segundo os dados revelados a propósito da Cimeira Mundial de Defensores de Direitos Humanos, que começa esta segunda-feira, pelo menos 312 ativistas foram mortos no ano passado.

Na Cimeira Mundial de Defensores de Direitos Humanos vão estar reunidos 150 participantes de todo o mundo e vai ser discutida e aprovada a agenda de promoção de direitos humanos até 2028, bem como estratégias para os desafios que os ativistas enfrentam diariamente. A cimeira vai ainda servir para denunciar algumas ações de incumprimento por parte de governos, no que toca à proteção de ativistas.

Alguns dos participantes são a irmã da vereadora brasileira Marielle Franco – Anielle Franco- e a advogada e fundadora da Comissão de Direitos Humanos do Paquistão, Hina Jilani.

O compromisso assumido por estes governos, há 20 anos durante a primeira Cimeira, foi de “reconhecer e proteger” as pessoas que trabalham para defenderem os direitos humanos. No entanto, "20 passados, apesar do progresso em algumas áreas, muitos governos continuam a falhar nos seus compromissos. Em 2017, pelo menos 312 defensores dos direitos humanos foram assassinados, o dobro de 2015, e em quase todos os casos, os assassinos ficaram impunes", adianta a organização.

Para a organização, a criminalização e difamação são utilizadas como formas de intimidação, não havendo o respeito do compromisso assumido pelos governos. "Governos, empresas e outras figuras poderosas assediam, vigiam, prendem, torturam e matam defensores dos direitos humanos apenas por defenderem os direitos fundamentais das suas comunidades", afirmou o diretor da Front Line Defenders – uma das entidades que organiza o evento – Andrew Anderson.

Segundo a diretora e activista da Association for Women’s Rights in Development (AWID), Cindy Clark, "a segurança dos ativistas é afetada diariamente pela desigualdade, exclusão e p"A elas mais variadas formas de discriminação".

Organizações como a Amnistia Internacional, a Association for Women’s Rights in Development , a Reporters Without Borders e a Front Line Defenders, por exemplo, fazem parte da comissão responsável pela organização desta cimeira.