João Ribas na Bienal de Veneza

O ex-diretor do Museu de Serralves apresentou uma candidatura ‘exímia’, escolhendo Leonor Antunes para representar Portugal na bienal. 

Antes ainda da confusão que deixou no seu rastro após a demissão da direção do Museu de Serralves, João Ribas apresentou o nome da artista plástica Leonor Antunes para representar Portugal na próxima Bienal de Arte de Veneza e venceu o concurso. A artista de 46 anos, vive e trabalha entre Berlim e Lisboa, e de acordo com a Direção-Geral das Artes, no concurso que lançou em agosto, nenhuma outra proposta reuniu tão grande favor junto do júri.

João Ribas, que compareceu recentemente numa audição parlamentar para prestar esclarecimentos na sequência  da polémica com a exposição de Robert Mapplethorpe, assinou a proposta que o júri considerou «exímia» e tem agora a seu cargo a curadoria do ‘Pavilhão de Portugal’ em Veneza.

Pela primeira vez, o representante nacional na Bienal de Arte de Veneza é escolhido por concurso, num método análogo ao usado para a escolha da participação na última Bienal de Arquitetura de Veneza. O antecessor de Leonor Antunes na Bienal de Arte, em 2017, foi o escultor José Pedro Croft, por proposta do curador João Pinharanda.

Leonor Antunes foi a única artista portuguesa representada na exposição coletiva internacional Viva Arte Viva, na última Bienal de Arte de Veneza, com uma instalação escultórica intitulada …then we raised the terrain so that I could see out. A exposição juntava 120 artistas internacionais, numa escolha da curadora francesa Christine Marcel.