Desporto

Boca Juniors-River Plate. Empate no Bombonera atira todas as decisões para o Monumental

O Boca Juniors e o River Plate empataram a dois golos na primeira mão da final da Taça dos Libertadores. Segunda mão joga-se a 24 de novembro


Boca Juniors-River Plate: depois do adiamento devido às fortes chuvas em Buenos Aires, este domingo aconteceu a primeira mão da primeira final da Libertadores de sempre entre os dois colossos do futebol argentino. Tal como era esperado, o ambiente quente nas bancadas do Bombonera fez-se sentir ainda antes do apito inicial do encontro. E uma coisa é certa: nem espaço para mais uma alma num estádio com capacidade para cerca de 50 mil adeptos. 

O Boca, segundo clube mais vencedor da prova (já lá vamos), procurava dar, em casa, um passo importante para a revalidação de um título alcançado pela última vez há 11 anos (2007). Pela frente, porém, sabia que tinha o eterno rival, o River, que, depois de ter vencido o troféu em 2015, luta para se juntar ao restrito grupo de clubes com quatro troféus – onde apenas mora o Estudiantes. 

decisão no Monumental Tal como era esperado no encontro entre as duas equipas que têm entre si a maior rivalidade do planeta, o jogo foi à altura de uma final. A equipa visitante até começou melhor, mas havia de ser o Boca a chegar à vantagem por Ábila (34’). 

Mas enquanto ainda se festejava de forma louca nas bancadas com a inauguração do marcador, já Lucas Pratto, em menos de um minuto, devolvia a igualdade ao marcador. 

A instantes do encontro seguir para o intervalo ainda haveria espaço para um herói improvável: Benedetto, – chamado a campo um pouco antes da meia hora de jogo devido à saída forçada de Pavón, entretanto lesionado, – seria o autor do segundo golo do Boca. A emoção estava, por isso, na medida certa do que se exigia para o encontro destes e, ao intervalo, sorriso na Boca à saída para o balneário. Já na segunda metade, o River, que contou com o ex-Benfica Enzo Pérez, voltou a entrar mais forte. Ainda assim, a equipa visitante só chegou à igualdade através de um autogolo do central Izquierdoz (61’), ao tentar evitar um cabeceamento de Pratto. 

Com tudo empatado (2-2), o jogo derradeiro vai acontecer no Monumental de Núñez, reduto do River, no dia 24 deste mês.

De recordar que nesta competição os golos fora não contam como critério de desempate pelo que um novo empate no Monumental obriga à decisão através das gandes penalidades. Mais: de recordar que esta final história tem um caráter especial tendo em conta que este será o último ano em que a final da Copa se joga a duas mãos. 

os mais titulados da prova Esta será a 25.ª vitória argentina na Libertadores. Segue-se o Brasil com 18 vitórias. O Uruguai tem 8. Já a Colômbia e o Paraguai somam três títulos cada. Por último o Chile e o Equador, com um triunfo para cada. No que às equipas diz respeito, o Independiente é o mais titulado com 7 Copas, resultado que o Boca Juniors (6) tenta agora igualar. Segue-se o Peñarol (5), o Estudiantes (4) e o São Paulo, Grémio, River Plate, Santos, Olímpia do Paraguai e Nacional (3).