Sociedade

IRA. "Nós não atuamos encapuzados, isso é completamente descabido"

Organização deu uma entrevista à RTP


Numa entrevista à RTP, um responsável do IRA – Intervenção e Resgate Animal defendeu que a organização atua apenas quando existem suspeitas de maus-tratos, agindo, na maioria dos casos, acompanhada pelas autoridades.

"Se constatarmos que efetivamente existe um crime de maus-tratos de negligência a decorrer, aí sim, contactamos e solicitamos a presença das autoridades competentes, caso os detentores não estejam recetivos à ideia de entregarem o animal de livre e espontânea vontade para ser cuidado", afirmou o responsável, que não se quis identificar.

"Nós não atuamos encapuzados, isso é completamente descabido", acrescenta, negando também que os membros da organização andem armados. "Entre 60% a 70% das nossas ações são com a presença das autoridades. (...) seríamos imediatamente detidos", acrescentou.

Quanto ao caso de Cristina Rodrigues, chefe de gabonete do PAN suspeita de aparecer em vídeos do IRA, a organização garante que a advogada "nunca fez parte de qualquer ação do IRA" e que a sua participação se resume a "um papel de apoio jurídico, 'pro bono' e voluntário pessoal".

Recorde-se que uma reportagem da TVI dá conta de uma invetsigação em curso por parte da Polícia Judiciária ao IRA, existindo alegadas queixas de ofensas à integridade física e coação.