Sociedade

Estas são as regras do Clube de Bilderberg ‘à portuguesa’

Acesso a este encontro, que decorre esta sexta-feira e sábado, é altamente restrito.  

Várias personalidades da sociedade portuguesa reúnem-se esta sexta-feira e sábado para discutir questões estratégicas nacionais e internacionaios. O encontro, inspirado no conhecido Clube de Bilderberg, é promovido por Francisco Pinto Balsemão.

O antigo pirmeiro-ministro pertenceu a este clube até 2015. Trata-se de um encontro anual que reúne algumas das figuras mais destacadas do mundo da política e da economia, organizado de forma ‘secreta’.

Agora, Balsemão decidiu criar um encontro parecido. Os 11 fundadores são, de acordo com a agência Lusa, as presidentes da Fundação Champalimaud, Leonor Beleza, e da Fundação Calouste Gulbenkian, Isabel Mota, os empresários Vasco de Mello, José de Mello, Paula Amorim, o presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, o filho e atual líder do grupo Impresa, Francisco Pedro, os presidentes-executivos do Novo Banco, António Ramalho, da Galp Energia, Carlos Gomes da Silva, e da AON, Pedro Penalva, e ainda António Lagartixo, da Deloitte Portugal e Angola.

Esta reunião, denominada Encontros de Cascais, tem regras parecidas com Bilderberg: apenas os fundadores e seus convidados poderão participar nos encontros, durante os quais a cobertura jornalística está proibida.

No entanto, Balsemão decidiu abrir uma exceção e explicar à agência Lusa o que o levou a criar um clube tão parecido com Bilderberg. O antigo líder da impresa explica que esta ideia surgiu da “necessidade de juntar pessoas bastante representativas das várias áreas num ambiente fechado", para que haja "tempo e concentração" para falarem sobre temas nacionais e internacionais.

"Durante 34 anos estive como único representante português no grupo de Bilderberg e achei aquilo impecavelmente organizado. Portanto, fui buscar pequenos e grandes aspetos. Primeiro, é preciso que as pessoas durmam num sítio sem acompanhantes e, portanto, estejam completamente livres. Segundo, as mesas às refeições não são marcadas. Terceiro, que cada um dos moderadores tenham capacidade para não deixar os oradores falar demais", acrescentou.