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As respostas de António Costa ao fim de três anos de mandato | Vídeo

Entre as várias questões, António Costa garantiu que a Geringonça é uma “boa solução” e que deve ter “continuidade”

Antónia Costa esteve esta sexta-feira na casa Allen, infraestrutura da Direção Regional da Cultura Norte, no Porto, para assinalar os três anos de mandato com uma conferência de imprensa. O primeiro-ministro aceitou responder a 15 perguntas de diferentes jornalistas.

Entre as várias questões, António Costa garantiu que a Geringonça é uma “boa solução” e que deve ter “continuidade”.

“O país todo aprendeu que esta é uma boa solução”, começou por dizer. “Há três anos, a começar pelo então Presidente da República, Cavaco Silva, muitas pessoas tinham muito receio desta solução, até no PS tinham muito medo de uma solução (...) Ao fim destes três anos, já todos aprendemos que a solução governativa funcionou bem, teve bons resultados e é uma boa solução que deve ter continuidade”, acrescentou.

Contudo, o primeiro-ministro descartou a ideia de um futuro governo com BE e PCP com funções governativas.

“Os partidos são diferentes por alguma razão, uns acreditam numas coisas outros noutras... Agora a pergunta é se podemos ir todos para o governo — eu não creio que a evolução permita esse avanço”, referiu.

Entre as várias questões, um dos temas abordados foram os incêndios. António Costa garantiu que os “incêndios não desaparecerão” da sua memória até ao fim da sua vida.

“A tragédia dos incêndios de 17 junho e 15 de outubro [do ano passado] são momentos dramáticos da vida do país que não desaparecerão da memória de ninguém e não desaparecerão da minha memória até ao fim da minha vida”, defendeu.

Questionado porque razão tão poucos membros do governo se dirigiram a Borba, depois da tragédia da passada segunda-feira, o primeiro-ministro respondeu que “os membros do governo não fazem um concurso de deslocação aos locais onde há tragédias”.

Costa referiu ainda que “se houver alguma responsabilidade do Estado, com certeza” haverá indemnizações.  Mas ressalvou que “ao contrário das outra circunstâncias, não há evidências” que haja “responsabilidades do Estado” no caso de Borba.

Acompanhe aqui a conferência de imprensa.