Economia

Carlos Ghosn. Renault avança com auditoria

 “Enquanto não houver acusações concretas, Ghosn não será demitido”, referiu ministro da Economia francês.

A Renault lançou uma auditoria interna sobre as remunerações do presidente executivo, Carlos Ghosn, acusado no Japão de ocultar rendimentos e de má gestão do dinheiro da empresa, indicou o ministro da Economia francês. “A nova liderança da Renault lançou uma auditorias obre as questões de remuneração e as questões de abuso de bem social para verificar se há alguma coisa que possamos encontrar” no grupo automóvel francês, disse Bruno Le Maire.

O governante garantiu ainda que a auditoria foi lançada com o “total acordo do governo”. 

Segundo o ministro, na presidência da aliança Renault-Nissan permanecerá um francês e foi iniciada uma nova gestão na Renault para suprir a detenção de Ghosn, no entanto, este continua a ser o presidente executivo da empresa.

E deixou uma garantia: “Enquanto não houver acusações concretas, Ghosn não será demitido”, referiu Le Maire.

Ghosn foi detido na segunda-feira passada no Japão, assim como o seu principal colaborador, o norte-americano Greg Kelly. Em cima da mesa está a possibilidade do gestor ter ocultado às autoridades financeiras japonesas rendimentos como presidente do conselho de administração da Nissan durante vários anos. De acordo com os jornais japoneses, a partir de 2011, não foram revelados mais de 62 milhões de euros.