Desporto

River Plate-Boca Juniors. Segundo jogo da final continua sem data

O jogo da 2.ª mão da final da Taça Libertadores foi novamente adiado pela Conmebol

Tudo em suspenso na final da Taça Libertadores, que coloca frente a frente o River Plate e o Boca Juniors, os dois colossos argentinos que se encontram pela primeira vez na final da competição.

Depois do 2-2 na Bombonera, casa do Boca, o jogo derradeiro da Libertadores estava agendado para este sábado, no Monumental, mas o ataque dos adeptos do River ao autocarro da equipa visitante, levou a que o encontro fosse adiado pela Confederação Sul-americana de Futebol (CONMEBOL).

Entretanto, e depois de muitas hesitações, que chegaram a dar como certa a realização do encontro, na noite de sábado, foi confirmado que a segunda partida da final seria, afinal, disputada este domingo, pelas 20 horas portuguesas. Porém, já durante a tarde de hoje a organização da principal competição de futebol entre clubes profissionais da América do Sul voltaria a cancelar o jogo. A decisão foi anunciada momentos depois do Boca ter partilhado um comunicado nas redes sociais do clube a informar que solicitou à CONMEBOL para não entrar em campo pois considerava que não havia “condições de igualdade”.

Foi precisamente com esse argumento que, momentos depois, o presidente da CONMEBOL, Alejandro Domínguez, anunciou a suspensão da segunda mão.

“As equipas não estão em igualdade de condições. A final será reprogramada”, disse o dirigente.

 “A nova data da final será analisada e decidida numa reunião em Assunção na terça-feira 27, às 10h da manhã, com os presidentes dos clubes finalistas, Boca Juniors e River Plate”, informou entretanto a CONMEBOL.

De acordo com a imprensa argentina, a reunião do G20 em Buenos Aires, marcada para os dias 30 de novembro e 1 de dezembro, será a razão que obrigará a que o encontro se dispute apenas depois dessa data. 

Porém, e tendo em conta que o Mundial de Clubes começa no dia 12 de dezembro, outra informação que circula entre os meios é a possibilidade de o jogo se realizar noutro estádio. Segundo vários órgãos de comunicação social, a CONMEBOL estará a ponderar mudar o jogo para Abu Dhabi, onde se irá disputar o Mundial de clubes. Recorde-se que um dos participantes da prova da FIFA sairá do encontro entre River e Boca, como representante da América do Sul, com estreia agendada no dia 18 do próximo mês. 

Jogadores feridos Carlos Tévez, atacante do Boca, foi um dos jogadores a exteriorizar a sua revolta, logo depois dos incidentes terem ocorrido. “Para mim, não deveríamos jogar amanhã (neste domingo), é o mesmo que aconteceu com o Boca (em 2015)”, disse. Tévez mencionou o episódio de 2015, quando apoiantes do Boca Juniors atiraram gás pimenta na direção de jogadores do River no intervalo da partida entre as equipas, referente aos oitavos de final da Libertadores. Na altura, o clube acabou eliminado da competição. “Se fosse com o Boca, já estávamos fora. A taça era do River. Não foi assim na Bombonera? Eliminaram o Boca, agora estamos a pensar quando vamos jogar”, continuou. “Que deem a taça ao River, já que eles têm tanto peso na Conmebol. Não fazem nada com eles”, disse, por sua vez, Benedetto, reclamando a falta de castigo ao adversário.

O ataque ao autocarro do Boca deixou, recorde-se, alguns jogadores feridos - Pablo Pérez e Lamardo precisaram mesmo de ser encaminhados para o hospital. Ontem ficou também a saber-se que Darío Rubén, o motorista do autocarro da equipa de Buenos Aires, chegou mesmo a desmaiar após o ataque. Quem contou o episódio foi o próprio à TNT Sports, sublinhando que graças à rápida intervenção do vice-presidente Horacio Paolini, a tragédia não foi maior.