Economia

Porto de Setúbal. Sindicato "confiante em acordo"

O presidente do Sindicato dos Estivadores e Atividade Logística (SEAL) afirmou esta terça-feira estar confiante num acordo que permita o regresso ao trabalho dos 150 estivadores eventuais do porto de Setúbal. 

Apesar de ainda não ter sido possível alcançar um acordo na reunião efetuada com as empresas de trabalho portuário de Setúbal, António Mariano diz que houve uma aproximação de posições.

Ministra convoca reunião para pôr fim ao conflito

A ministra do Mar quer pôr um ponto final no conflito laboral dos estivadores. Ana Paula Vitorino convocou recentemente uma reunião com sindicatos e operadores portuários para discutir “o quadro das relações laborais no Porto de Setúbal”, revelou o Ministério. A primeira reunião entre o governo, a administração do Porto de Setúbal e os sindicatos - para discutir a situação dos estivadores que estão em greve desde o dia 5 de novembro -, aconteceu esta segunda-feira.

Esta não é a primeira vez que Ana Paula Vitorino se mostra preocupada com a situação que se vive no porto de Setúbal. Ainda na semana passada, a ministra defendeu uma revisão das relações laborais no Porto de Setúbal, apelando a um entendimento urgente entre as partes e a defender que seria desejável uma redução dos trabalhadores precários.

O que é certo é que os protestos dos estivadores do Porto de Setúbal subiram de tom, na semana passada, com o aparecimento de um ‘navio fantasma’ - deu entrada fora do sistema habitual em vigor na Administração dos Porto de Setúbal e Sesimbra (APSS). Tratou-se do Paglia e chegou do Porto de Santander, em Espanha, através do sistema Marine Traffic - para embarcar cerca de duas mil viaturas da Autoeuropa que estavam retidas desde o início da paralisação, recorrendo a trabalhadores externos.

A ideia não agradou a mais de uma centena de estivadores que tentaram bloquear o autocarro que transportava os trabalhadores que os iriam substituir no carregamento do navio com viaturas da fábrica da Autoeuropa. Os elementos da Unidade Especial de Polícia da PSP foram chamados a intervir mas, de acordo com fonte ligada ao processo, “a operação acabou por decorrer com a normalidade possível”.