Sociedade

‘Coletes amarelos’. Lusodescendente salvou polícia francês de ser agredido durante protestos

"Eu vi que tinha havido uma carga da polícia e vi vários coletes amarelos caídos, fui ajudá-los, mas depois vi que um polícia estava a ser isolado, tinha caído no chão e começaram a pontapeá-lo"

O lusodescendente Miguel Henriques Paixão, que nasceu em França e vive nos arredores de Paris, em declarações à Agência Lusa contou que conseguiu evitar que um polícia francês fosse agredido na sequência dos protestos dos ‘Coletes Amarelos’. No entanto, afirmou ainda que recusa a violência gratuita, ainda que se encontre do lado dos manifestantes. 

Miguel Henriques foi filmado nas redes sociais a impedir que vários manifestantes agredissem um polícia francês que já se encontrava no chão durante as manifestações que ocorreram no sábado passado em França, e agora contou sua história: "Eu vi que tinha havido uma carga da polícia e vi vários coletes amarelos caídos, fui ajudá-los, mas depois vi que um polícia estava a ser isolado, tinha caído no chão e começaram a pontapeá-lo", contou o lusodescendente.

"Aí, eu nem pensei, disse a toda a gente à minha volta para parar de lhe bater e afastei-me com ele em segurança", disse à Lusa.

Apesar de ter ajudado este polícia francês, e de referir que está do lado dos manifestantes, o lusodescendente afirmou que está “farto” das atitudes dos políticos franceses, especialmente das do presidente Emmanuel Macron, admitindo que tem sido isso que o tem feito ir para as ruas de Paris protestar.

"Estamos fartos de ser governados por pessoas que vivem às nossas custas, ganham bons salários e não fazem nada por nós. O Macron é pior porque olha para nós de alto e é demasiado arrogante. É como se ele fosse o rei e nós os seus súbditos", afirmou.

Sobre a manifestação do próximo sábado, dia 8 de dezembro, o lusodescendente mostrou-se hesitante, afirmando que está a ponderar ir, mas sem que situações destas aconteçam novamente: "Eu estava a pensar ir, mas tenho a impressão de que o movimento está a dispersar-se e tenho medo que aconteçam coisas mais graves desta vez", terminou.