Internacional

Detidas quatro pessoas “próximas” do atacante de Estrasburgo

Atirador gritou 'Alá é grande' antes de disparar

O procurador de Paris Rémy Heitz anunciou, esta quarta-feira em conferência de imprensa, que foram detidas quatro pessoas “próximas” de Chérif Chekatt, o homem de 39 anos que é suspeito do ataque na zona do mercado de Natal em Estrasburgo, que matou três pessoas e feriu outras 13 na terça-feira à noite.

"As detenções continuam em curso", adiantou o chefe do departamento antiterrorista do Ministério Público, numa altura em que decorre uma operação policial para localizar o homem que continua em fuga.

"Foram feitas várias ações durante a noite em locais que o suspeito costumava frequentar", acrescentou o magistrado.

Rémy Heitz revelou ainda que várias testemunhas garantem que o suspeito gritou “Allah u akbar”, que significa ‘Alá é grande’, antes começar a disparar contra as pessoas.

"Tendo em conta o local, o modo de operar, o perfil e testemunhos recolhidos junto de pessoas que o ouviram gritar ‘Allah u akbar’, o departamento antiterrorista do Ministério Público de Paris tomou conta da investigação", disse.

Após os primeiros disparos do autor do ataque iniciou-se uma troca de tiros, na qual Chérif Chekatt terá ficado ferido, apesar dos ferimentos terá conseguido fugir num táxi.

As autoridades deram então início a uma caça ao homem, que conta com pelo menos 400 polícia e militares.

A operação conta também com o apoio da Alemanha, pois, segundo o secretário de Estado do Ministério do Interior francês, existe a suspeita que Chérif Chekatt possa fugir para o país vizinho. A segurança nas fronteiras, em especial com este país, foi reforçada e as autoridades estão a realizar buscas nos veículos.

O último balanço do ataque de ontem dá conta de 16 vítimas, três delas mortais, oito feridos graves e cinco ligeiros.

Uma das vítimas mortais já foi identificada, trata-se de um turista tailandês de 45 anos, que foi atingido por uma bala na cabeça, quando estava com a mulher, que ficou ferida.

De acordo com o ministro dos Negócios Estrangeiros português não haverá vítimas portuguesas, Augusto Santos Silva afirmou não ter, até ao momento, informação de portugueses entre as vítimas.