Sociedade

Fundo já tem 30 mil euros para ‘greve 2’

Sindicato diz ao SOL que só convocará protesto se não forem chamados pela tutela para negociação com seriedade.

O movimento de enfermeiros que tem estado a dinamizar a greve cirúrgica lançou esta semana uma segunda angariação de fundos para financiar uma ‘greve cirúrgica 2’ mas, do lado dos sindicatos que apoiam o protesto, ainda há a expectativa de que haja abertura negocial do lado da tutela. Carlos Ramalho, presidente do SINDEPOR, disse que o pré-aviso para prolongar a greve para 2019 está preparado mas ainda não foi entregue. E garante que, se houver abertura para se sentarem à mesa das negociações com a tutela, com o compromisso de uma «negociação séria» para uma revisão da grelha salarial e da carreira de enfermagem, em suspenso desde 2009, não darão continuidade ao protesto. 

Até ao momento, a posição da tutela tem sido não negociar com os sindicatos em greve. Esta semana, no Parlamento, a ministra da Saúde falou mesmo de uma greve cruel. Dentro do PS há apelos a um menor radicalismo de ambas as partes. Foi essa por exemplo a opinião de Jorge Coelho, no programa Quadratura do Círculo. Na próxima semana está prevista uma nova ronda de negociações com as restantes estruturas sindicais dos enfermeiros e, até ao momento, os sindicatos que apoiam o protesto não foram convocados. Até à hora de fecho desta edição, a segunda campanha de angariação de fundos tinha reunido perto de 30 mil euros. Os organizadores da coleta já fizeram saber que pretendem transferir 42 euros por cada dia de trabalho que os enfermeiros grevistas percam. Questionado sobre o fundo, Ramalho disse que o sindicato é totalmente alheio ao que considera um ato de solidariedade entre enfermeiros, não tendo indicação de quando começarão a ser feitos os pagamentos aos profissionais.