Politica

Rio: “Quem semeia ilusões, colhe greves”

Presidente do PSD acusou o governo de vender “gato por lebre” e de enganar os portugueses

O líder do PSD, Rui Rio, afirmou esta terça-feira que “quem semeia ilusões, colhe greves”. Num discurso proferido no jantar de Natal do grupo parlamentar, o presidente do PSD fez um balanço da governação socialista e acusou a equipa de António Costa de “vender gato por lebre” aos portugueses.

Rui Rio defendeu que o governo tem gerido as suas finanças públicas com “base na distribuição” e na lógica de que, “depois, quem vier que feche a porta”. O resultado pode abrir caminho a “convulsões sociais” porque a política “não foi orientada para frente”. Mais, Rio defendeu que se está perante um “falhanço precoce”,  sobretudo porque quando o ciclo económico estiver pior “não sabe como vai ser”. Por isso, recorreu ao velho aforisma  “quem semeia ventos, colhe tempestades” e adaptou-o: “ Quem semeia ilusões, colhe greves”.

A sua intervenção foi focada na falta de estratégia do governo socialista e na forma como “vende gato por lebre”. Sem nunca nomear António Costa, Rui Rio não quis dizer a palavra mentira e preferiu a expressão “engana” para caraterizar a atitude do executivo. Para o efeito, Rio exemplificou com o caso dos professores, onde o tempo de serviço não foi todo contabilizado, nos combustíveis, quando o executivo decidiu baixar apenas os impostos sobre a gasolina, ou no IVA da eletricidade para as pequenas potências contratadas de luz.

Sobre os desafios eleitorais, Rui Rio lembrou que há dezassete anos estava no Parlamento a celebrar com a bancada a vitória nas Autárquicas, e recordou que as sondagens o desvalorizaram para liderar a câmara do Porto, tal como a Santana Lopes, então eleito novo presidente da câmara de Lisboa. “Que esta coincidência de datas, possa ser a mola, talvez não tão estrondosa, mas de vitórias reais”, defendeu Rui Rio no início do seu discurso.

No final, o presidente social-democrata sublinhou que o PSD tem a responsabilidade e a obrigação de construir a “alternativa de governação em Portugal”. Se o PSD não for capaz, “Portugal nunca terá uma alternativa a esta governação”, vaticinou.

O presidente do PSD anunciou ainda que o partido terá um projeto de lei sobre a lei de bases de saúde, onde se garante a defesa do cidadão e “o cumprimento da Constituição da República Portuguesa”.

Antes da intervenção de Rui Rio, o líder parlamentar do PSD, Fernando Negrão, fez um discurso a apelar a unidade do partido para o combate eleitoral do próximo ano. E garantiu que o objetivo é colocar o PSD como a única alternativa de governação, sem espaço para populismos.