Economia

Anacom volta a recomendar fim das cabinas públicas

Regulador divulgou que MEO reviu para metade a utilização destes postos

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A utilização das cabinas telefónicas públicas é menor do que antes se tinha pensado. A Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) divulgou que a revisão feita pela  MEO face à média de chamadas efetuadas em postos públicos caiu para metade. De acordo com estes dados, de abril de 2016 a março de 2017 foi efetuada uma média de uma chamada por dia. 

Esta correção reforça a recomendação que tinha sido feita pela Anacom ao governo no sentido de por fim às cabinas públicas, uma vez que a utilização é “muitíssimo reduzida”, explica o regulador em comunicado. “No total, os postos públicos registam, de acordo com os novos dados da MEO, um total de 3,1 milhões de chamadas, cerca de metade do valor reportado anteriormente, 6 milhões de chamadas”, afirma a Anacom. 

Para o regulador, o custo de financiar novas designações de prestadores destes serviços é “desproporcional e injustificado”, explicou. No mesmo comunicado, relembra que estes são apenas utilizados em casos de falta de bateria ou inexistência de saldo, mas que o custo para o setor é de mais de 12 milhões de euros em cinco anos. “Além disso, os postos públicos não têm sido alternativa para a realização de chamadas em situações de emergência, nem apresentam condições de resiliência mais elevadas”, conclui. 

Dos postos existentes em Portugal, 8222, 42%, estão afetos ao serviço universal e em 5% destes não foi efetuada qualquer chamada. “A maioria dos postos públicos existentes em Portugal, 58%, são explorados comercialmente pelos vários operadores”, explica a Anacom que admite avaliar a necessidade de soluções alternativas.