Politica

Rui Rio: "Nem tenho direito a voto"

Presidente do PSD chegou ao conselho nacional cerca de dez minutos antes do início do encontro e evitou falar com os jornalistas. Dúvida sobre a presença a Luís Montenegro permanece. O ex-dirigente "está pronto para vir", diz apoiante e ex-líder parlamentar, Hugo Soares.

O líder do PSD, Rui Rio, fez saber que não tencionava falar aos jornalistas à chegada ao conselho nacional do partido, no Porto, cerca de dez minutos antes do início do encontro. 

Questionado sobre como deve ser votada a sua moção de confiança, dirigida à equipa que lidera, Rui Rio evitou o assunto, mas deixou escapar: "Nem tenho direito de voto". 

O presidente do PSD recusou na semana passada convocar eleições diretas depois do desafio do antigo líder parlamentar do partido, e esta quinta-feira limitou-se a dizer que a sua "especialidade" é fazer contas.

Minutos antes, Hugo Soares, um dos principais apoiantes de Luís Montenegro, garantiu aos jornalistas que o antigo líder parlamentar do partido estava "à espera de um telefonema", depois do requerimento feito pelo autarca de Viseu, Almeida Henriques, para que seja convidado a participar e a falar. De realçar que o antigo dirigente que desafiou Rui Rio para diretas não tem assento no Conselho Nacional do PSD, uma vez que deixou de ser deputado. E, mesmo sendo, não teria direito de voto, mas, apenas, a possibilidade de participar, como outros parlamentares do partido.

Para Hugo Soares  “o que interessa hoje aos portugueses e é isso que deve ser aqui discutido é se, neste momento, o PSD é uma alternativa ao desgoverno do Partido Socialista, do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista português”. A frase serviu de repto aos conselheiros nacionais para decidirem se consideram que Rio é a alternativa ou não.

Luís Montenegro está no Porto no seu escritório a 500 metros do Conselho Nacional.

Do lado oposto, o vice-presidente do PSD Salvador Malheiro considerou que se Montenegro não está no conselho nacional é porque não quer. "O Dr, Luís Montenegro se não tivesse renunciado ao seu cargo de deputado podia estar aqui. Não está cá porque tomou uma decisão", rematou o dirigente.