Pedro Pinto diz “chegar de fantochada” e indefinição sobre voto secreto ou de mão no ar

Conselho nacional prepara-se para batalha jurídica.

Depois de uma conversa com o deputado Hugo Soares, ocorrida já pouco depois das 22 horas desta quinta-feira, Pedro Pinto não poupou Paulo Mota Pinto, dizendo mesmo que “estão a ultrapassar-se todos os limites em democracia”.

Pedro Pinto lamentou que “nem sequer se respeitem os órgãos próprios do Partido Social Democrata”, nomeadamente o Conselho de Jurisdição Nacional, “que é como sabem o ‘tribunal’ do PSD”.

“Aquele grande jurista do Tribunal Constitucional, se não conseguiu decidir já em sete horas, não conseguirá em 25 horas tomar uma posição”, disse Pedro Pinto, referindo-se a Paulo Mota Pinto.

“Mais uma vez o presidente do partido foi chamado a revelar qual a sua posição nesta matéria e, mais uma vez, não diz o que pensa sobre o assunto”, lamentou-se Pedro Pinto.

“Isto é profundamente negativo na vida democrática de um partido, porque no dia em que não aceitarmos as decisões dos tribunais e o Conselho Jurisdicional é o ‘tribunal’ do PSD,  então deixaremos de estar dentro do regime democrático”, salientou Pedro Pinto.

Hugo Soares desafiou o líder do partido a dizer o que pensa sobre o voto secreto e pediu oralmente a intervenção do conselho de jurisdição nacional, o tribunal do partido. 

Do lado dos apoiantes de Luís Montenegro teme-se que o requerimento por voto secreto da moção de confiança a direção de Rui Rio seja chumbado. Por isso, foi pedida a intervenção do conselho de jurisdição nacional. 

Do lado da direção de Rui Rio, o secretário-geral, José Silvano, avisou que a mesa do conselho nacional é “soberana”. Assim está instalada a confusão.

Em causa estão quatro requerimentos para a votação da moção: o voto secreto, pedido pelos apoiantes de Luís Montenegro, o voto de braço no ar e dois de votação nominal, ou seja o voto um por um de cada conselheiro. Se todos os requerimentos forem a votos em conselho nacional, o voto secreto pode ser chumbado. Neste caso, se o voto nominal ou de braço no ar for aprovado, os apoiantes de Montenegro temem uma derrota, apontando já a ideia de “golpada”.