Sociedade

PJ vai participar na autópsia a homem que morreu carbonizado

José Manuel Cachada morreu carbonizado dentro do automóvel e a PJ de Braga mantém todos os cenários em aberto: homicídio, acidente e suicídio. Família fala em “emboscada”

A Brigada de Homicídios da PJ de Braga vai participar esta segunda-feira ativamente na autópsia de empresário avícola, José Manuel Cachada, para conseguir perceber melhor as causas da morte enigmática, quando foi descoberto carbonizado dentro do automóvel esta sexta-feira, estando o cadáver praticamente irreconhecível, em Ruivães, Vieira do Minho.

A vítima foi descoberta sexta-feira à tarde, por um pastor, entre Cambedo e Paradinha, da União de Freguesias de Campos e Ruivães, na fronteira com Trás-os-Montes, a cerca de meio quilómetro da Barragem da Venda Nova, em Montalegre, já no distrito de Vila Real.

As causas da morte continuam por esclarecer, estando em aberto todas as possibilidades, desde homicídio a suicídio, passando por acidentes, estando a investigação a cargo da PJ de Braga inspetores das Brigadas de Homicídios e de Fogo Posto, da PJ de Braga, sempre em colaboração com a GNR de Vieira do Minho, fazendo perícias e recolhendo vestígios já com os Bombeiros Voluntários de Vieira do Minho (Braga) e os de Salto (Montalegre).

José Manuel Cachada, com 46 anos, era natural de Rio Tinto (Esposende) e residente em Carrazedo (Amares), sendo assessor de gerência para a área comercial na Pintobar, desde 2000, em Carrazedo, Amares. Era ainda sócio gerente da Avimares, rede de dez lojas de venda ao público de pintos, rações e demais produtos para agricultura, tendo sido com essas empresas que fez parte de júris em iniciativas do Ministério da Agricultura, como sucedeu no ano de 2015, em Ponte de Lima, para além de outros eventos por todo o país.

Natural da freguesia de Rio Tinto, concelho de Esposende, distrito de Braga, José Manuel Cachada foi encontrado ao princípio da tarde de sexta-feira, já carbonizado, dentro de um automóvel, da marca e modelo Renault Megane, após um pastor, Manuel Pereira (“Manel Pastor”) ter avistado chamas e “fumo negro”, atrás de uma estrada, num desvio da Estrada Nacional 103, tendo pedido logo auxílio a dois automobilistas que passavam naquela via.

Quando os Bombeiros Voluntários de Vieira do Minho chegaram ao local não era possível fazer mais nada a não ser extinguir as chamas que já tinham destruído totalmente o interior do automóvel, de cor branca, numa operação em que estiveram igualmente os Bombeiros Voluntários de Salto, deparando-se já com os restos mortais daquele empresário minhoto, numa zona que ficou conhecida com a passagem dos exércitos nas invasões napoleónicas.

 

Família fala em “emboscada”

Alguns familiares da vítima não acreditam na tese de suicídio, aventando a hipótese de uma “emboscada” contra José Manuel Cachada, devido a eventuais problemas acerca dos negócios de avicultura, até porque algumas dificuldades e mesmo eventuais dívidas, que são já ventiladas, entre algumas pessoas, nunca seriam suficientemente inultrapassáveis.

Ninguém esteve disposto nos últimos dois dias para explicar melhor que “emboscada” o empresário teria sido vítima, prosseguindo mais diligências, a cargo da Polícia Judiciária.