Sociedade

Atuação da polícia no Bairro da Jamaica “nada tem a ver com racismo”, dizem moradores

A líder da associação de moradores do Bairro da Jamaica disse que apenas foi utilizado “excesso de força” dos agentes, afirmando que a questão não se prende com racismo.

A presidente da Associação de Moradores do Bairro da Jamaica, Dirce Noronha, em declarações à Renascença esta quinta-feira, disse que os confrontos do último domingo no mesmo bairro “nada têm a ver com o racismo”, afirmando que apenas “houve uso excessivo de poder por parte dos polícias”.

“Eles são polícias, têm regras de conduta, mas são seres humanos. Houve agressões por parte das pessoas e eles reagiram”, defendeu a responsável.

No entanto, apesar de admitir que a polícia apenas reagiu à violência com que foi recebida, Dirce Noronha critica o uso excessivo desta força de autoridade “Não posso falar de um ato racista. Pode ser o calor do momento. Foram agredidos e agrediram. Dizer que isso foi um ato racial estou contra”, defendeu.

A presidente aproveitou ainda para falar sobre a manifestação que está marcada para esta sexta-feira em frente à Câmara Municipal do Seixal, tendo referido que não vai participar na mesma e que há quem seja contra. “Não foram as pessoas do bairro da Jamaica que marcaram esta manifestação, a família com quem se deu os acontecimentos também já mostrou o seu desagrado e não participará”, explicou Dirce à Renascença, assegurando que o protesto só “vai gerar mais discordância”.

“Estamos mesmo contra toda esta violência, e estamos tristes. Está lá sempre o nosso nome, bairro da Jamaica, bairro da Jamaica. A maioria das pessoas aqui são pacificas”, fez questão de dizer a responsável.

“Não podemos generalizar os comportamentos. Não é por causa de uma situação isolada que podemos chamar racistas”, terminou Dirce Noronha.