Desporto

História na taça ou título revalidado?

FC Porto e o Sporting discutem hoje a final da Taça da Liga. Os leões são os atuais detentores do troféu, que os dragões nunca ganharam.

Mais de dez anos depois, FC Porto e Sporting voltam a discutir um troféu:  a última final decidida entre as duas equipas foi a Supertaça de 2008/09, com triunfo leonino (2-0), com bis de Yannick Djaló. Este sábado, em Braga, um deles será o vencedor da Taça da Liga 2019, depois de terem deixado pelo caminho o Benfica e o Braga nas meias-finais da competição. 

O Sporting tenta conquistar pela segunda vez a prova mais nova do calendário português, depois de ter vencido a competição na época transata, ano em que, aliás, afastou os azuis-e-brancos na meia-final no desempate através das grandes penalidades.

O dragão vai continuar, de resto, a tentar deixar a sua marca nesta Taça e provar que não é um outsider na competição. O FC Porto chega pela terceira vez à final, depois de ter sido derrotado pelo Benfica e pelo Braga nas últimas duas presenças na fase derradeira da prova – primeiro em 2009/10, sob o comando de Jesualdo Ferreira, e, mais recentemente, em 2012/13, treinado por Vítor Pereira.

Sérgio Conceição anteviu o duelo e garantiu que o seu plantel está focado em levar para o Museu do FC Porto a taça que falta. «Temos noção que temos um título em jogo e queremos muito conquistar a taça que falta no museu. É esse o nosso foco», disse o técnico azul-e-branco em conferência de imprensa. O treinador do FC Porto admitiu ainda que o objetivo é evitar as grandes penalidades, mas confessou que chegou atrasado à sala de imprensa por ter estado a insistir no trabalho da marca do castigo máximo: «Esse é o objetivo, ganhar nos 90 minutos. Mas se tiver de ser... Aliás, posso confidenciar que cheguei atrasado porque estivemos a trabalhar penáltis».

Também Marcel Keizer – que esta quarta-feira se tornou o primeiro treinador estrangeiro a chegar a uma final da Taça da Liga desde Quique Flores, na época 2008/09, pelo Benfica – está empenhado em revalidar o título. Rodolfo Correia, treinador-adjunto, não tem dúvidas da qualidade do adversário, mas garante que os leões vão assumir o controlo do jogo.

«O Sporting vai continuar a ser mandão», afirmou em conferência de imprensa, em que marcou presença no lugar de Marcel Keizer, que teve que viajar para a Holanda devido à morte do sogro. Este será o segundo clássico da época entre as duas equipas, depois do empate sem golos em Alvalade, na ronda 17 da I Liga.